He said “Viva La Revolución”

Recuarei e permitirei que ele me mostre o caminho, pois quero caminhar ao longo da estrada que conduz até Ele. Que este texto seja de Deus para Deus. Em nenhum momento eu tenha por pretensão outra coisa que não escrever.

He said, Go write something. I came.

Vim escrever, quando me era igual escrever ou não escrever. Um dia acreditei que se escreve na ânsia, mas estava enganada, como em tudo na minha vida até agora. Enganei-me. Escreve-se Verdade, quando não se precisa de escrever. Quem precisa é escravo e eu não posso ser escrava de uma ferramenta. Escreve-se, quando o último reduto é escrever. Quando nada mais há para além da Suprema resposta à necessidade do mundo de que algo se escreva. Mas essa necessidade não pode ser minha, pois, se é, desviou-se para sempre do fim e o meio ficou cortado num caminho sem saída. É assim a necessidade do ego. Continue reading

Gosto dos homens rudes e depois?

11/06

Às vezes, esta também sou eu, ou melhor, sou eu sempre, a de sempre, a que escreve em papéis desemaranhados, sem ordem, sem clave que os salve. A apostar que estes papéis vão parar (paro para observar a música e a jasmim… a música também se observa, quando um Nocturno de Chopin começa; a gente não sabe, nós não sabemos como o mundo é belo, como a vida é boa… como pode ser) vão para o lixo, antes mesmo de serem transcritos… egoísta? Egoísta é quem escreve para outros lerem… a não ser que escreva porque o que escreve irá ajudar os outros (mas ninguém pode começar a escrever para ajudar os outros, se o fizer, serve o útil, isso parte a arte em dois e a Arte é de Deus, não se pode partir… surge, porque tem de surgir… Deus não é útil. Deus é. Assim são as extensões Dele), será egoísta… separado por ego, desânimo inventado num papel que o salve. Não sou assim. Não quero ser. O que escrevo é meu, só meu, inviolável, inquebrantável. E sei que me contradigo… como posso querer ser escritora, se não quero partilhar?… não é isso. Ao papel reservo o poder e o direito de ser meu, meu e de Deus, antes mesmo de qualquer luz, conjetura de ribalta… Continue reading

Funde-me

(In Inevitavelmente Poesia)

Funde-me

Escancara-me

Bate-me com força.

Meio entra.

Entra agora.

E sai, sem saíres de facto.

Num despertar de borboleta

Eu sou

Já me vou

Deixo-te as escamas

Sereia encantada

Do que nunca fui

Lençol emaranhado

Unhas nas cortinas

Sol que nasce

E agora eu sou

 

Rasga-me a pele

Conhece-me a chama

O mau odor

O fel e o peito a pulsar

A pureza dos olhos

E o cabelo na tua boca

Sejas.

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