A bifurcação da estrada

It has always been about this. Over and over again. Not the fact, which is written, like an argument of a movie, you’re not free to change it, But you’re free to see the truth, for that you shall not judge, but only watch and let Him guide you, teaching you that everything has no meaning. And when anything means nothing, He can ENTER and so you shall see HIS world, which is not earth nor in the earth, reflected. That’s why everything on earth has an end, it was man-made to compete with God, Who only have created a single and perfect world. Heaven. Unity. Get ready to see the Truth. Judge not and see. You’re ready.

A bifurcação da estrada. Hora de decidir. Não o argumento, ou o que acontece, isso está escrito, não há como mexer, pois é ilusão e só os loucos tentam mudar ilusões. Como tu não és insano e a racionalidade de Deus está em ti, resta-te uma única liberdade, uma única… O modo de olhar… Com que Senhor olhas o mundo? Pois isso determinará a tua vista. Se olhas com o diabo, ilusão, ego, só verás mentira no outro, que és tu mesmo. Se olhares com a Verdade, o mundo de Deus despontará na tua visão, enquanto criação refletida. Apressa-te, criança de Deus. Já são milhares de anos a ver sem Deus, apressa-te. Não vejas mais a maçã no outro, porque ela não existe, nunca existiu. A completude, a beleza, o amor, está tudo em ti… Como poderia não estar no outro, se quando Deus criou o Amor, sendo Ele mesmo, criou-O como um só e, se tu és o seu filho e ele só cria em Unidade, como pode o outro estar fora desta Unidade?

(Seguimos este princípio: criamos à nossa imagem e semelhança, vemos à nossa imagem e semelhança; por isso, escolhe com quem olhas, o ego ou o Espírito, pois o Espírito mostra-te o que os olhos do corpo não veem. Não estás cansado de ver com os olhos que cegam, ó Discípulo?)

Márcia Aires Augusto

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Do vazio que não há, nunca houve, nunca foi

“O homem não precisa de ir mais além de coisa alguma, mas de estar exatamente em si mesmo. A essência da vida humana é repetição. A Lei Nova é sempre a Lei Antiga nãocumprida. A manhã humana não é para um futuro que nada tem com o presente. É para um permanente Presente, próximo e inalcançável, do qual o futuro mesmo não faz mais do que nos aproximar sem fim. É para uma morada antiquíssima que marchamos”. 


Eduardo Lourenço, Heterodoxia, II
Eduardo Lourenço, Heterodoxia II

O que mais gosto na Verdade, se é que ela tem lados para eu gostar, creio que não… é que ela se repete, de forma intrépida e em uníssono, em todas as linguagens que honestamente A procuram. Neste texto, a filosofia responde em seu nome. Na ciência, a física quântica começa a dar certos passos. Na matemática, vemos a racionalidade e o infinito, a par do Um indivisível. Em todas, há uma tentativa que aproxima a linguagem da Verdade, quando o coração sente. A todos, ao Todo, obrigada. Obrigada por ser um com esta maravilha que é Deus, o amor sem morte. Obrigada.

Márcia Aires Augusto

God, Veteranorum

“A ilusãode uma continuidade ininterrupta do sujeito, deduzida do simples conceito do euidêntico, pois esse conceito gira sempre sobre si mesmo” (Kant, Crítica daRazão Pura)


Kant, Crítica da Razão Pura

O que assusta mais um ego? Tu não existes, não sabes se o mundo existe, e, na ilusão de existir, o que fazer nele. É por isso que precisas de um Guia – mente superior, a que só se chega limpando a inferior, escravidão dos sentidos. “Por tudo vais ter de passar [o que não é] até chegar ao que é” (não é – doxa, opinião, aparência, personalidade-corpo, eu separado; o que é – epistheme Verdade, ingénito, incriado, infinito) . Parménides, «O Proémio».

E, se não há “eu”, o que dizer do mundo “real” e “externo”?

“Na relação da perceção à sua causa mantém, porém, sempre duvido, se a causa é interna ou externa: se, portanto, todas as chamadas perceções exteriores não passam de mero jogo do nosso sentido interno ou se reportam a objetos reais (…)” Kant, Crítica da Razão Pura

Kant, Crítica da Razão Pura

Na dúvida, Eles mostram-te mais. Há uma parte de UCEM muito, muito contestada. Não há mundo. Na dúvida, Eles mostram o mesmo em Kant, quando nos diz que não há prova de um eu continuado. Quem é este eu continuado? O ego, o autoconceito. Jesus diz: ou bem que tu és um Ser permanente, ou bem que és o ser que tu fizeste, falso e com estados transitórios (ego, diabo, ilusão… mente que acha que é uma pessoa). Ficção. Ora, se não há pessoa, também não há mundo, visto que o mundo existe a partir da perceção dos “separados”. Eduardo Lourenço, a propósito de Camus, fala de um universo farisaico, posterior ao uno, ao verdadeiro (posto que se há um universo impostor, tem de haver um verdadeiro). Camus também o coloca, mas não o admite. Esse universo farisaico ocorre após uma queda, mas, se é queda, onde estávamos nós antes?
(E se não há corpo, nem espaço, o que caiu afinal? Será que caiu ouacreditamos que caiu por uma crença na separação que levou à configuraçãomental de espaço e de tempo?) Quem mais fala em queda? Parménides a propósito da formação dos corpos, Platão faz o mesmo em Timeu (Jesus também a invoca e fala da matéria como segunda parte do sonho, a primeira é a ilusão de uma vontade separada, seguida de culpa por pecado consumado – impossível, porque o Filho de Deus é inocente e não pode ter uma vontade à parte do Pai, porque dentro dele, meramente sonha, o Pai acordado sabe que nada aconteceu Somos como que crianças a serem acordados no meio da noite – escuridão – pelo Pai. O sonho ganha densidade, graças à crença, e gera a tridimensionalidade, corpos, que, analisados se decompõem no nada que ocupam no espaço, que é nada. Não confundir com niilismo)


E sobre a Verdade? Ela existe mesmo? E, se existe, pode o humano “contê-la” em ditos ou regras de homens para outros homens – religião e política?

Heterodoxia, Eduardo Lourenço

«Se em algum espaço que não é espaço, somos livres é nesse que a Verdade não-definida” define». Eduardo Lourenço, Heterodoxia II

Verdade, sem limites, como o próprio Deus, ilimitado, sem fronteiras, sem predicados possíveis, pois predicar seria restringir. Deus não pode ser restringido (por características) nem precisa de ser acrescentado (pois isso significaria que lhe faltaria alguma coisa). É neste Deus que nascemos, de Onde nunca saímos, pois o uno não se separa, isso seria negar Deus, Onde a Consciência desperta, acorda, se (re)reconhece.


Homens, porque precisais de uma Religião se vós estais para sempre (acaso o tempo existisse) ligados?

“A pior de todas as “religiões” é a religião do Homem, que é sempre a de um só homem, pois mesmo falsa, a exigência de unidade nem por isso subsiste menos”. Eduardo Lourenço, Heterodoxia II

Heterodoxia II, Eduardo Lourenço

A religião em si não é nada, mas o seu uso, à maneira humana, mata a Verdade que lhe subjaz. Quando Nietzsche diz que Deus está morto, ele diz que matamos a verdade para que o pseudo humano viva em nós. O que é a Verdade senão aquilo que liberta? E o que pode ser religião enquanto liberdade regulamentada? No meu percurso, fiz, e farei, muitas “asneiras”, mas em nenhum momento a Verdade me exigiu penitência. Meramente, o Espírito me mostrou que eu estava enganada e, com isso, me salvou da ilusão da culpa. Este foi e é o ensinamento que recebo de Jesus e de UCEM, mas espero, e quero trabalhar nesse sentido, que isso nunca se torne religião. A Verdade liberta e nunca condena.

Os Livros da Semana: «Heterodoxia II», «Só Avança Quem Descansa» e «Filosofia do Budismo Zen»

“Só a minha própria condenação me fere; O Perdão liberta, o julgamento condena” in Um Curso Em Milagres

Elas do Avesso e Borboletar Fusion – Palestra de Um Curso Em Milagres

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Márcia Aires Augusto

He said “Viva La Revolución”

Recuarei e permitirei que ele me mostre o caminho, pois quero caminhar ao longo da estrada que conduz até Ele. Que este texto seja de Deus para Deus. Em nenhum momento eu tenha por pretensão outra coisa que não escrever.

He said, Go write something. I came.

Vim escrever, quando me era igual escrever ou não escrever. Um dia acreditei que se escreve na ânsia, mas estava enganada, como em tudo na minha vida até agora. Enganei-me. Escreve-se Verdade, quando não se precisa de escrever. Quem precisa é escravo e eu não posso ser escrava de uma ferramenta. Escreve-se, quando o último reduto é escrever. Quando nada mais há para além da Suprema resposta à necessidade do mundo de que algo se escreva. Mas essa necessidade não pode ser minha, pois, se é, desviou-se para sempre do fim e o meio ficou cortado num caminho sem saída. É assim a necessidade do ego. Continue reading

Gosto dos homens rudes e depois?

11/06

Às vezes, esta também sou eu, ou melhor, sou eu sempre, a de sempre, a que escreve em papéis desemaranhados, sem ordem, sem clave que os salve. A apostar que estes papéis vão parar (paro para observar a música e a jasmim… a música também se observa, quando um Nocturno de Chopin começa; a gente não sabe, nós não sabemos como o mundo é belo, como a vida é boa… como pode ser) vão para o lixo, antes mesmo de serem transcritos… egoísta? Egoísta é quem escreve para outros lerem… a não ser que escreva porque o que escreve irá ajudar os outros (mas ninguém pode começar a escrever para ajudar os outros, se o fizer, serve o útil, isso parte a arte em dois e a Arte é de Deus, não se pode partir… surge, porque tem de surgir… Deus não é útil. Deus é. Assim são as extensões Dele), será egoísta… separado por ego, desânimo inventado num papel que o salve. Não sou assim. Não quero ser. O que escrevo é meu, só meu, inviolável, inquebrantável. E sei que me contradigo… como posso querer ser escritora, se não quero partilhar?… não é isso. Ao papel reservo o poder e o direito de ser meu, meu e de Deus, antes mesmo de qualquer luz, conjetura de ribalta… Continue reading

Funde-me

(In Inevitavelmente Poesia)

Funde-me

Escancara-me

Bate-me com força.

Meio entra.

Entra agora.

E sai, sem saíres de facto.

Num despertar de borboleta

Eu sou

Já me vou

Deixo-te as escamas

Sereia encantada

Do que nunca fui

Lençol emaranhado

Unhas nas cortinas

Sol que nasce

E agora eu sou

 

Rasga-me a pele

Conhece-me a chama

O mau odor

O fel e o peito a pulsar

A pureza dos olhos

E o cabelo na tua boca

Sejas.

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