Dedicado

Dedicado a todos aqueles que enfrentaram o final de um retiro e não sabem para onde se virar nem como Viver.

Dedicado a todos aqueles que não aguentaram mais meditar oito horas por dia, voltaram a ter sexo e a masturbar-se.

Dedicado a todos os que comeram carne e agradeceram solenemente pela vida que se transformava e se cingia ao Um, no Um.

(Comer é comer-te. Não há separação. Mas acredito no valor vida. E não me parece que a minha vida valha mais do que a dos animais. Por isso , guardar o bom de não comer carne).

Dedicado a todos os seres humanos que voltaram a ser homens e mulheres, que aceitaram as suas manias e imperfeições, que acreditaram que é possível serem perfeitos mesmo que cheios de defeitos, mesmo que a primeira coisa do dia já não seja a meditação, ou que esta tenha sido substituída pela única coisa que vale neste mundo, Deus.

Dedicado aos seres humanos que desistiram de ser os iluminados das escrituras, que aceitaram as suas feridas e que, ainda assim, estão dispostos a amar os “outros” e a dividir o pão.

Dedicado às pessoas normais que enfrentam o medo de recomeçar. Vai correr tudo bem. Eles continuam aqui, mesmo que já não medites uma hora nem pratiques celibato. Está tudo bem. Confia.

#ElasDoAvesso #AfterRetiro

Veja “Escolhas e Liberdade #ConversasDoAvesso VI com a Sara de Macau” no YouTube

Mais um grande #ConversasDoAvesso com a @Sara Leao, desta vez sobre escolhas em liberdade… Quantas vezes já deixamos de fazer o que queremos por ouvirmos as opiniões pouco favoráveis ao que fazemos? Quem seríamos sem o condicionamento ou, pelo menos, sem fazermos, porque gostam ou como seria a nossa vida se não tivéssemos deixado de fazer determinada coisa, porque em algum momento acreditamos que não éramos suficientemente bons, avaliando esse grau de suficiência pelo sucesso atribuído pelo “fora”? E isto não é a mentalidade que inspira a nossa educação? “Sou muito bom a matemática”… Porquê? “porque tiro ótimas notas”. Ou seja, deixamos que seja o resultado a dizer-nos em que é que somos bons. E isso é real? Por exemplo… #históriaDaMinhaVida: descobri que era “boa” a filosofia, porque tirei uma grande nota no primeiro teste sem nunca ter estudado. Mas a escrita esteve em mim desde sempre, sendo que, comparativamente, pela métrica do mundo, tenho muito mais sucesso na Filosofia e ensino do que na escrita. Pois bem… A Filosofia, enquanto formal, é passível de ser atirada pela janela… É uma ferramenta. A escrita cura-me. Não posso deitá-la fora. Pela lógica do mundo, deitaria a segunda ao “lixo”… Resguardando a primeira, porque essa paga contas. Ora, a primeira cansa-me, é o meu utensílio e, como tal, cansa. A segunda, escrita, une tudo, Filosofia, letras, ensino, etc… E apesar de ser a menos bem sucedida sob o ponto de vista do mundo, se deixo de escrever, fico doente. Então, de onde vem a verdade? Da opinião ou do que eu sinto? Eu sei que já sabemos que não queremos saber das opiniões dos outros (ironic mode), mas quantos de nós estamos nos nossos empregos, porque é suposto, escolhemos determinado curso, porque era suposto, estamos com determinado marido ou certa mulher, porque é suposto? A temática não é nova, mas urge perguntar : quem manda na nossa vida? Pela minha parte, vejo que cada vez mais adolescentes entram no modo “agradar” ou no “porque tem de ser”, situação que arrastam na vida…o curso, porque tem de ser, o amor e o sexo, a relação, o casamento… tudo porque tem de ser… a vida, porque tem de ser. Ora, parece-nos que a vida é vida sem razão de ser. É porque é. E cabe-nos, portanto, a nós Ser. Sermos exatamente aquilo que somos, mesmo que o mundo não aplauda ou não nos pague por isso. É aí que vamos fazer a descoberta do incondicional. É onde eu dou incondicionalmente, que eu descubro quem eu sou. Dou escrita e dou ensino/orientação independentemente do que recebo, quer seja paga, quer não. Não estou a dizer para me tomarem como modelo, é só para transportarem o raciocínio para a vossa vida. Onde sou incondicional? Onde dou sem receber nada? (não conta dar amor aos filhos… Conta, mas n é só isso… É algo independente de ter filhos ou não ter). Onde sou incondicional, a fazer o quê (gostem ou não gostem, receba ou não receba)?Mais um grande #ConversasDoAvesso com a @Sara Leao, desta vez sobre escolhas em liberdade… Quantas vezes já deixamos de fazer o que queremos por ouvirmos as opiniões pouco favoráveis ao que fazemos? Quem seríamos sem o condicionamento ou, pelo menos, sem fazermos, porque gostam ou como seria a nossa vida se não tivéssemos deixado de fazer determinada coisa, porque em algum momento acreditamos que não éramos suficientemente bons, avaliando esse grau de suficiência pelo sucesso atribuído pelo “fora”? E isto não é a mentalidade que inspira a nossa educação? “Sou muito bom a matemática”… Porquê? “porque tiro ótimas notas”. Ou seja, deixamos que seja o resultado a dizer-nos em que é que somos bons. E isso é real? Por exemplo… #históriaDaMinhaVida: descobri que era “boa” a filosofia, porque tirei uma grande nota no primeiro teste sem nunca ter estudado. Mas a escrita esteve em mim desde sempre, sendo que, comparativamente, pela métrica do mundo, tenho muito mais sucesso na Filosofia e ensino do que na escrita. Pois bem… A Filosofia, enquanto formal, é passível de ser atirada pela janela… É uma ferramenta. A escrita cura-me. Não posso deitá-la fora. Pela lógica do mundo, deitaria a segunda ao “lixo”… Resguardando a primeira, porque essa paga contas. Ora, a primeira cansa-me, é o meu utensílio e, como tal, cansa. A segunda, escrita, une tudo, Filosofia, letras, ensino, etc… E apesar de ser a menos bem sucedida sob o ponto de vista do mundo, se deixo de escrever, fico doente. Então, de onde vem a verdade? Da opinião ou do que eu sinto? Eu sei que já sabemos que não queremos saber das opiniões dos outros (ironic mode), mas quantos de nós estamos nos nossos empregos, porque é suposto, escolhemos determinado curso, porque era suposto, estamos com determinado marido ou certa mulher, porque é suposto? A temática não é nova, mas urge perguntar : quem manda na nossa vida? Pela minha parte, vejo que cada vez mais adolescentes entram no modo “agradar” ou no “porque tem de ser”, situação que arrastam na vida…o curso, porque tem de ser, o amor e o sexo, a relação, o casamento… tudo porque tem de ser… a vida, porque tem de ser. Ora, parece-nos que a vida é vida sem razão de ser. É porque é. E cabe-nos, portanto, a nós Ser. Sermos exatamente aquilo que somos, mesmo que o mundo não aplauda ou não nos pague por isso. É aí que vamos fazer a descoberta do incondicional. É onde eu dou incondicionalmente, que eu descubro quem eu sou. Dou escrita e dou ensino/orientação independentemente do que recebo, quer seja paga, quer não. Não estou a dizer para me tomarem como modelo, é só para transportarem o raciocínio para a vossa vida. Onde sou incondicional? Onde dou sem receber nada? (não conta dar amor aos filhos… Conta, mas n é só isso… É algo independente de ter filhos ou não ter). Onde sou incondicional, a fazer o quê (gostem ou não gostem, receba ou não receba)?

Amor sem Excel

Tornámo-nos num bando de cínicos à procura de segurança no amor. O amor não tem nada que ver com segurança. O amor é risco de caçadeira com rosa e espinho no obturador. O amor não é nada e é coisa nenhuma. O amor é tudo e vai destruir-te de forma a seres tu novamente. O amor é um convite à tua própria destruição, à destruição e ao desfazer do velho, às máscaras deitadas ao rio. O amor não tem nada que ver com ponderação. E quem o ponderou, faça-me um favor, termine tudo já.

O amor não pode exigir ponderação. Se pedir, não é amor. Equivalho-o a Deus. É um absoluto tiro no escuro pronto a resvalar os corações preparados. Mas nele, não vamos encontrar segurança. Vamos encontrar vida. Quem estiver bem com isso, viva. Quem não estiver, mate-se já na segurança das suas casas, assine a sentença do amor que sabe que vai ser como foi.

O amor é irrepetível, mesmo quando se repete. O amor abre o portal da consciência e essa nunca para de crescer. É impossível controlar o risco do amor, a não ser que queiramos meramente companheiros de casa, de sentença assinada. Aí, o amor pode ser de risco controlado, mas não assola, não desfaz o coração. Digo que amo, porque amo. Não controlo risco absolutamente nenhum. Desfiz-me uma vez e sei bem o que custa. Sei bem Quem estava lá para me salvar. O amor. O amor não era uma pessoa. O amor era eu dentro de mim, Deus a brincar comigo, nas teclas do meu piano, enquanto me cantava canções. Foi Ele Quem me salvou e me trouxe o amor em carne. Ainda assim, a carne não salva. Manifesta. Contrato assinado se as entrelinhas tiveram sido estreladas.

 #ElasDoAvesso

Oração ao Ventre

30/03/2019

Hoje, não vou comer bolachas para justificar a minha falta de atitude. Hoje tenho o ventre a pulsar por ti. Vem. Passo a mão no umbigo. Espero que sintas.

30/03/19

Por muito que haja uma voz em mim que diz que não posso, eu preciso de ter a coragem de quebrar a cara e cair sozinha… se for pelos meus desejos… antes por eles, do que por estrangeiros.

30/03/2019

Estou disposta a quebrar a cara por ti e ainda não me sentei contigo. Acho que vales o risco.

30/03/2019

O ventre arde por ti, desde a primeira vez em que te vi.

30/03/2019

Pode ser ilusão, mas venham ilusões como estas que me fazem querer tomar riscos.

Faça-se a vontade de Deus. Sempre.

https://www.youtube.com/watch?v=riudCKh7eLQ

Prefiro a ilusão dos meus ombros a desfazerem-se e das minhas mãos entrelaçadas com o ar. Amo estar viva. Amo iludir-me. Amo amar-me.

Amo amar.

30/03/2019

Desfaço-me no peito e no ventre e sou sinuosa como uma bailarina-serpente… sou doida-varrida, amada, amante… sou.

                 «Amor sem corte e costura»

 

#ElasDoAvesso

Claves Soltas VIII – XII

Claves Soltas VIII

Balanco as pernas na cama. Estou viva de novo.

Claves soltas IX

Os meus passos são nítidos como um rouxinol

«Decisões»

Claves soltas X

Ser livre é como um desmaio. É perder as funções por dentro e recuperar.

Claves Soltas XI

Não há energia sexual. Tudo é a mesma energia. Amor. Que assume diferentes formas de estar em diferentes momentos de acordo com as necessidades. Dizer que a Energia sexual é errada é dizer que o amor é errado

Post Scriptum – a única força que existe. O que eu faço com a força só a mim me compete. Não é o sexo que está errado. Não é o dinheiro que está errado. Tudo partículas de um mesmo sistema perfeito e uno, quebrado em quatro pela mente. Não é real. Mas é possível unificar de novo pela Força.

Claves Soltas XII

Às vezes, é preciso um quero lá saber de batom vermelho.

Piano – Google Images

Elas do Avesso #Magazine

É o primeiro número d’Elas do Avesso em revista… não sei se vamos continuar, mas é uma experiência. Espero que gostem. 🙂

Reforço que o #ElasDoAvesso passa a disponibilizar um serviço banda larga de explicações (alargado às Ciências e à Matemática), que podem consultar aqui.

Não se esqueçam de consultar a vossa loja online dos livros d’Elas do Avesso. 😉

Até já!

#ElasDoAvesso

Canção do Batom Vermelho

Hoje, eu passei batom vermelho, daquele que tu gostas e disse-me sim. Espero que estejas contente comigo como eu estou. Hoje, eu passei batom vermelho e disse não ao mundo. Disse-lhe que ele não manda mais em mim. Disse sim, pintei os pés e o tronco de prateado, como a liberdade, avó, e disse-me sim.

Espero que me ouças. O meu batom é exatamente igual ao teu. Quando o ponho, decido-me como tu, sem saltos e de chinelos, do alto da minha certeza que se chama coração. Hoje, ninguém me vai fazer mal, avó. Hoje, eu sou livre como tu me ensinaste.

Pus a camisa e saí de casa. Levo os papéis como tu me ensinaste e vou.

Hoje, não haverá mais márcia solitária. Também disse que amo. (…) Não sei se isto é real, mas estou a chorar e eu preciso de confiar nas minhas lágrimas. Elas são o mais espontâneo que tenho. Mais do que a gargalhada que aprendi a forçar no mundo. Com ele não, avó. Com esta vida que eu escolhi, não. Até já, céu. Vou decidir à terra convosco.

 

(…) E hoje também pus perfume de coco, daquele que eles dizem que é barato. Hoje, permiti-me ser quem sou. Barata para o mundo, preciosa para mim.

 

#ElasDoAvesso

#AMOR