É que deu-me para o diário

Estou a horas de viajar e ainda nem uma peça na mala… É uma onda de apatia, de letargia, de qualquer coisa de lábios cerrados e dedos mortos que me toma. Um formigueiro qualquer dentro… que me diz coisas que não consigo ouvir… nós, as pessoas, temos esta coisa de querer tornar tudo palavra… de querer compreender…

Mesmo o que não é para ser compreendido… escrevo na esperança de que estas coisas que me fazem mexer os dedos me digam, me revelem… me falem sobre mim… sobre o que não É. Porque só quando construímos um É que não é, que só parece, o que É cobra-nos. E eu não sei o que É aqui.

Preciso do silêncio emparelhado com o pas de deux das teclas ou dos desenhos da caneta no papel para ouvir o que me dizem. Para me espreitar por dentro.

E, às vezes, esperar é mesmo o melhor remédio. Esperar pela revelação que sempre vem, normalmente num jeito de apoteose e fanfarra. Quando vem, faz barulho… Mas não consigo ouvir nada. Esperar.

#Elinhas

#ElasDoAvesso

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2 thoughts on “É que deu-me para o diário

  1. Heidi says:

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