Pedras, Ondas e Terra a Bater

Quando eu fico assim, são como terramotos no peito… Ondas no mar, chateadas, rápidas, barulhentas a bater. Batem muito. Batem nas artérias e o coração bate nos olhos. É quando choramos.

E depois, só os pássaros e as árvores e o céu conseguem afagar os terramotos que há. Porque olham com ternura. Com a ternura dos deuses que os têm.

E eu, eu fico sem saber por que doem… o coração, os olhos e o peito a respirar.

Mas vêm os pássaros que me fazem oblíquas ao coração. Depois vêm muitos. E são os pássaros, todos, a voar comigo, em mim e neles. Parecem peixes no céu… Prateados a bater. Rodopiam e brincam com o ar, o vento e a direção, o caminho, a viagem. São eles que me abanam as asas que eu também Sou. E eles, mesmo que pássaros, não voam sempre. Eu sou como eles. E aceito. E fico a olhar, não pergunto, nem quero respostas. Olho só. Os peixes, o céu e respiro – respirar é olhar dentro -. E depois, depois passa.

(E as asas, quando não voam, prendem o estômago e o ar não passa. E o ar falta no estômago e no corpo todo.)

#ElasDoAvesso

 

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2 thoughts on “Pedras, Ondas e Terra a Bater

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