Poesia e segundas-feiras

Às segundas-feiras há uma poesia que começa. Nas pessoas, por dentro… com sangue a correr, a acompanhar sonetos, redondilhas e modernos – há para todos os gostos.

E há um culto qualquer à poesia, às palavras, aos livros. Chegam, como quando chegam a uma igreja… caladas, reverentes, as pessoas. Mas a reverência é verdadeira, aqui. Presta-se aos livros, às histórias que vão começar. Aqui a palavra – os emaranhados que as palavras criam, os sons, as imagens – é Deus.

Deus está nas palavras. O divino está nelas, nas palavras, e na voz.

E como as vozes ficam bonitas nesta noite. Têm alma, têm uma história que nos querem contar, que fica suspensa nos fios em verso. São vozes que cantam sem cantar, que contam coisas sem dizerem coisa nenhuma. Cantam a alma.

Há uma mesa no centro. Estão lá os livros para pegarmos, levarmos para dentro. Lá, ao centro, está Deus, está o fogo a que prestamos culto, os livros, ao centro, na mesa.

De um cinzento poético, confundido com o fumo, de formas impossíveis no ar. São os cigarros que desenham vontades no ar… os sonhos, os pensamentos, as palavras dos livros, daqueles e dos que não saem, dos livros que ainda moram só em nós.

Depois, há guitarras acompanhadas de português variado, cantado, aveludado e do sul. Há paixão nos olhos. Há vontade de Ser. Concedemo-nos tempo para Sermos. Todos juntos, com a poesia, os livros, as palavras e a música.

Há uma verdade que une. Um unanimismo impossĩvel que a poesia traz… com a noite, a música, as cordas, a vontade e os olhos.

#ElasDoAvesso @ Pinguim

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