Sábados à tarde e estados de Haver

Está um azul impossível… Uma luz que nos sacode, que nos acorda, que nos diz que não podemos ser só carne e músculos a mexer, com ossos que sustêm. Somos mais. Temos de ser mais. Somos mais alguma coisa grande e bonita que não sei.

Há uma piscina hollywodesca à minha frente, mas esta é verdadeira. Há borboletas que, felizmente, não me deixam em paz. E há de todas as cores. Há uma senhora de cabelo muito branco, sentada de costas para mim, de frente para a vida que a chamou… Para as árvores, a cama de rede e os esconderijos que, um dia, foram dela. Lê. Imperturbada. Enquanto escrevo, sou, às vezes, interrompida pelo medo que tenho das abelhas que aqui andam.

Há a Carolina ao meu lado a ler o livro dela… Fala-me da autora e sobre o contexto possivelmente biográfico da obra. Ao fundo, há uma mulher que fuma a olhar o céu… fuma, sobretudo, com ela e com as coisas que lhe vão nos olhos, nos olhos que olham para dentro.

Há uma paz inacreditável aqui, hoje. Há rolas, há outros pássaros e bichos impossíveis e creio que cobras, que abanam as ervas… há bichos verdes, azuis, lilases, dourados, castanhos, amarelos… tão bonitos e estranhos que não sei se tenho medo deles ou se os amo. Amo, provavelmente. Entre ter medo e amar, escolho sempre o segundo. Amar abre os braços. E os braços são para mexer e para abrir.

Não, não podemos ser só isto. Há muito mais do que carne, músculos e ossos a suster. Há qualquer coisa que pulsa, que dá um sentido que une… irreversível e inexoravelmente une.

#ElasDoAvesso

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elas do avesso sabados

Foto: #ElasSabadando

Manuscrito deste texto, no sábado à tarde do #Elas 😉

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