A Vida Usa Batom Vermelho

Despi o ego, as coisas de fora, ou vou despindo, e fui acercando-me dela, da Vida. Porque isto não é assim… Não ignoras uma mulher durante 20 anos, para, depois, querer fazer amor com ela na primeira noite. Tem de ser devagarinho, com a reverência que lhe devo. À Vida.

Devagarinho, chego-me a ela, aceno-lhe, levanto-lhe os olhos, como quem a seduz, peço-lhe para entrar. Entrar de novo. Entrar em mim, nela, em nós.

Fui despindo, devagarinho, as vestes que os outros, de fora, me ensinaram, me deram, cheios de boa vontade, para vestir e andar nua, nua de mim. A vida não se dá bem com isso, com os ensinamentos dos outros. Tem de ser a verdade de dentro.

Isso é fácil, é evidente na primeira vez que lhe acedemos, à (nossa) Verdade… Mas até chegar a Ela, demora. É reconquistar a mulher que deixamos vazia, a chorar, durante 20, 50 anos, às vezes uma vida, às vezes várias…

A vida não se dá bem com os ensinamentos dos homens. Eles convêm e a vida não é de conveniências. A vida quando vem, vem com tudo e arrasa… Arranca também. Arranca tudo o que não é nosso e deita fora. Não tem meias medidas. Como uma mulher de batom vermelho.

Há qualquer coisa de imperial numa mulher de lábios vermelhos. A vida chega assim, de batom vermelho ou de um carmim impossível.

É assim que nasce tudo, tudo o que vem aí. E tudo o que eu ainda não vi, mas que, agora, aceito, na paz cega que o Cosmos me ensina.

(Acreditar que há paz, quando se vê paz, não é fé que valha ao Cosmos.)

Paz com o que não vemos. É desse Amor que nasce tudo. Da reconciliação comigo, da poção mágica que a vida sempre traz, quando lhe dizemos que a queremos de volta, que a queremos amar de novo ou, talvez, como nunca a soubemos amar.

É aí que ela volta a nós e nos aceita de volta… É quando a vida se deita connosco, se vai despindo, sempre de batom vermelho – a Vida manda, manda sempre -, se vai revelando, faz-nos amor e fica. Fica para sempre.

É assim que me caso com ela, todos os dias, mais um bocadinho… me comprometo com o Amor da vida… Do amor que mais ninguém me sabe dar, porque só ela sabe do que eu preciso.

E é assim que começo. Tudo de novo. A virar tudo do avesso. A pôr a vida do lado certo, com as costuras e o tecido áspero e nu, de fora, com tudo o que vim para curar.

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2 thoughts on “A Vida Usa Batom Vermelho

    • Maug says:
      Maug

      Dear Bertha <3
      It's so wonderful to come up to the blog and read things like these <3 Thank you. For real.
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