Do Amor e Do Compromisso de o Narrar

Saberão os escritores que são os meus melhores amigos?

Às vezes, no silêncio, quando mais ninguém me percebe. Mesmo que fale.

Os escritores deixam-nos um legado de Deus a falar connosco. Arrancam-me sorrisos no autocarro, suspiros e respirações de anis. Levantam-me a cabeça para o céu. Fazem-me sonhar o céu dentro dele. Como é o Céu por dentro?

Os escritores dão-me visões que mais ninguém vê. Outros veem outras, à sua maneira. Mas ninguém vê como eu… e é isso que é único no Amor dos olhos e das palavras de quem o conta.

Há uma criança que nos interrompe, diz “olá” às “pombinhas”. Haverá maior verdade do que esta? A da criança que cumprimenta a Vida, porque sabe que há vida onde nós, adultos, nos vamos esquecendo de Ver?

A vida dos adultos torna-se demasiado egocêntrica, demasiado centrista. isolada, separada e, por isso, ficam cansados. Porque vivem uma vida que não existe. A ordem é una, de um unanimismo inelutável.

É, agora, o motorista quem se levanta, antes de arrancar, para ir dar milho às pombas… Leva o milho na mão, leva amor, leva vida… Despretensioso, inconsciente até do bem que lhe vive, sem esperar que a vida ou o céu lho agradeçam… Tão-pouco as pombas.

Arrancamos. E eu só posso honrar o que os meus olhos veem… Só posso contar o Amor que vejo. É o compromisso mínimo que a Vida me pede, que conte tanto Amor, quanto o que vejo, já que ela me dá tanto… tantas histórias, tanto amor, tanta luz, tanta música diante e dentro de mim.

#ElasDoAvesso

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One thought on “Do Amor e Do Compromisso de o Narrar

  1. Stone says:

    Que tal, Saludos!!!Muchas gracias por su labor y tambien muchas gracias por difundir sus trabajos para que uno pueda llegar a ser mejor en todos los aspectos de la vi#qud8230;a&isiera ademas pedirles la escala emocional si son tan amables.Gracias.

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