Do Absoluto

(O único possível)

Preciso de me afastar de mim para me querer salvar. Preciso de me querer salvar. De retornar.

Como se precisasse de me conhecer profana, para me regressar etérea.

De retornar. De recurvar.

São momentos em que só podemos amar. Amar de absoluto. Amar o total.

Quando não há divisão possível. Não se pode amar menos. Não se sabe fazer isso. Não se sabe ser menos que divino.

São momentos em que os olhos choram, porque o corpo se rende à magnitude do Ser absoluto que nos agita, que nem sempre vive em nós… ou nós não damos por ele a viver.

São momentos em que nos lembramos. Outra vez. De que quase nada conta. Para além do silêncio, da arte, da música, das letras, do mar, da lua, das folhas, do brilho do Céu, ou de qualquer coisa que nos relembra que somos absolutos e totais.

O resto não existe ou foi inventado num momento em que nos esquecemos de nós. Por isso, a arte e a poesia das nuvens, o roxo alaranjado misturado com o azul do algodão-doce, nos lembram de quem somos.

São momentos que nos convocam, que nos pedem: renasce, agora. De novo. Quantas vezes as que precisarmos. Porque as flores também morrem para se nascerem outras. São elas na mesma, mas outras, novas, refeitas da e na nova Terra.

Para além disso quase nada conta. E, às vezes, ando tão distraída com o que não conta…

A única urgência é a de amarmos. De nos lembrarmos de que só Somos possíveis e Verdade, quando amamos. Tudo o resto não existe. É pastel na parede e não resiste ao Tempo.

#ElasDoAvesso

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Márcia Augusto

Márcia Augusto #ElaDoAvesso

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