Do corpo e do que É II

Sao momentos em que eu só posso chorar, pôr o coração ao ar, trazê-lo para fora e apontar-lhe o novo mundo. Ou o mundo novo sem ser. O mundo que sempre foi e eu só não via. É por isso que vale a pena. Valem as lágrimas, as incertezas e as mochilas que deixámos. A cada viagem. A cada mochila que largámos antes de voar. É quando o mundo é (e nós não temos outro remédio que não ser com ele). Mais um bocadinho. Mais nós todos dentro.
É quando tudo é tão imperfeito que só podemos confiar no céu… o céu que tem de haver aqui dentro. Como poderia amar assim? Tão fundo, tão bonito, tão completo? Agora que tudo falha: o corpo, o chão e a terra e tudo o que os olhos me mostram. Que mais pode haver para além do céu que somos dentro para nos salvar?
Que mais me poderia fazer feliz se tudo falha, se tudo mente , se tudo vai e se eu estou aqui, plena, inteira e em paz absoluta? De uma paz que não é de cá. Do mundo, agora, ou como estamos habituados a conhecê-lo.

São momentos em que o outro se revela. Aquele de nós, o de dentro – partilhado, com todos, indivisível,absoluto e, ainda assim, impossível de perceber pela “verdade” do corpo.
O verde é outro ou mais verde. Não sabemos. É como se tudo o que vimos antes só nos tentasse simular a verdade… tão pequenina, tão frágil, tão coitadinha. É assim o mundo antes. Antes de o vermos. Antes dos fios, das facas na pele e do mijo em tubos. Antes da ilusão, da ilusão que morremos.

#ElasDoAvesso

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