Do ofício de ser feliz

Gosto do ofício de sorrir nas pessoas que saem pela manhã… quando o guarda-chuva se parte e, com graça, com a criança que lhes vai dentro, ainda saltitam, com o sorriso nos pés de quem evita as poças, porque os sapatos também não têm ar de aguentar o inverno… mas isso não importa.

Gosto de quem é feliz ao domingo de manhã… além da chuva, do frio, do relógio imperativo.

São momentos em que a felicidade é impossível, são momentos em que se descobrem divinas, as pessoas, capazes de tudo, além da chuva, dos pés molhados e das ondas dos carros, a ameaçar a roupa de todo o dia.

Gosto, porque isso é desafiar o comum. É desafiar a cabeça antiga, coitada, vitimizada e abandonada à chuva de quem trabalha ao domingo.

Gosto que me digam “até logo”, com os olhos exclamados de quem não me conhece e me deseja o bem do mundo, a felicidade improvável e limpa, as bênçãos que só um desconhecido me sabe desejar – porque não espera, olha-me com a surpresa da primeira e da última vez, numa só , que me vai ver…  é preciso aprender a amar assim; o único amor possível.

(…)

Sou agora interrompida pelas “anulações online” e caio, de novo, no tétrico da valsa terrena… ainda assim, é escolha minha ser celeste ou “desgraçada” – nós temos esse poder, o poder de escolher os olhos.

Gosto do nosso lado celeste, gosto de mitos e de deuses, mesmo que com chuva, os pés molhados, as ondas dos carros e as anulações online.

#ElasDoAvesso

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One thought on “Do ofício de ser feliz

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