Festa de Aniversário

Oh… por que não me amas o corpo? Esta pele que te ama, também. Esta ânsia, este não sei o quê que te quer, que é falta de carne exposta… que não é Deus, bem sei… mas que te quer, que precisa de te resolver… no meu cabelo, no meu colo e na pele que te estala os olhos.

Não te amo… só te quero. E o que dizer a esta mesa cheia, vazia de ti,  arrastada da vontade e dos meus olhos que te querem?! Está quase. Mas é um quase que nunca chega, que não conheço… e para quê conhecer tudo?

Conhecer-te o tempo… e a pele de novo… quero-te no amor inventado na pele, nas ironias, na dor ácida dos teus dedos… na verticalidade estendida das tuas pernas e da força quebrada, dobrada dos teus braços.

Quero te, mas nunca te amo. Não assim.

Eu preciso dos homens que não vêm, dos homens que me falham as horas, a vida, as vontades e o corpo.

Preciso, porque são eles, os homens, que me mandam para os versos, para a palavra impossível, para o coração quebrado e para o ar em quebranto.

Preciso de interromper jantares, esta multidão e tu…tu aqui no peito e na urgência das minhas pernas e do meu ar colado no esófago. A urgência do nada que não vejo, que não preciso de ver. Agora. Isso basta

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A autora, Márcia Augusto (às vezes, canso-me de fotos sérias... principalmente agora... que aprendi a usar um selfiestick)

A autora, Márcia Augusto (às vezes, canso-me de fotos sérias… principalmente agora… que aprendi a usar um selfiestick)

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