Faço sempre tudo mal

Faço sempre tudo mal, tudo ao contrário do que deve ser feito… a culpa manda mais do que eu… e eu nem  a conheço… começo e não consigo parar… isto… de dizer tudo o que penso, de dar força à merda que eu penso… e o peito aperta… e eu continuo… como se gostasse de braços cinzentos, afundados na lama cinzenta que engole… e a Spring Waltz é a única coisa calma, de Deus agora… ou eu Sou, e esqueço-me que sou… sei disso… mas esqueço-me muitas vezes… esqueci-me de ti também… engulo-te nas minhas vontades… estou entre dormir contigo e o racional de não dormir… vou dormir contigo para quê? Para amanhã acordar cedo e não poder ficar contigo? Por outro lado, a ideia de te abraçar hoje arrepia-me os braços, arranca-me água dos olhos… fico frágil, quando posso… mal posso, aproveito para me sentar nos joelhos… sentir o calor da raiva a sair… nos braços… para que chegue com amor nos dedos… sei lá… gostava de poder saber tudo… saber por que me dói tudo… saber se sou maluca… doida varrida de diagnóstico passado ou se isto é só dor que invento nos papéis… para os papéis… sei lá… gostava de ter todas as respostas… de saber isto… porque me dói agora… tudo me dói agora… e sempre que enfrento o vazio do peito, o vazio que pesa, que é preto, cinza e tudo catacumbal ao mesmo tempo… dói.

In «Cartas de Amor A J.»

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Márcia Augusto

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