2017, acabaste-me Veneza e o Carnaval Todo

É a primeira vez que me sento para me dar conta; que paro, de taça apontada, como se de uma espada se tratasse, ou troféu de alma – mas ela não precisa disso. Pouso a espada, olho em volta …  e paro. Parar é olhar.

Olho para tudo o que me aconteceu… o meu livro, que é o livro do Universo todo, que o meu nome, desta vez, assina. E eu já não acho honra vã, nem condeno – aquele ato humano, mau, formidavelmente mau de julgar a criação manifestada -, nem lisonja sem merecimento. A verdade é que eu mereço para C. Tudo. Tudo de bom que É e tudo de bom que há por vir. Eu mereço. Fiz muitas escolhas despedidas de um eu, comprometidas com o Todo, se isso não for algo próximo do Amor à Humanidade, eu não sei o que é. É uma escolha que já não sucumbe a medos, mesmo que eles lá estejam… que já não seleciona o confortável como opção. Não há conforto na Verdade. A Verdade não serve para ser confortável, nem quer saber disso para nada. A Verdade não precisa de sofás. Precisa de mim e de nós todos, empenhados a Ser.

O ano chega ao fim. 2017, acabaste!

Cansaste-me, usaste, abusaste até… Mas valeste… sobretudo nas lágrimas, valeste cada uma. Esta Sou eu, mais próxima de quem eu Sou… muito mais próxima… mesmo que eu não lhe chegue grande parte do tempo, é bom saber que Quem eu Sou é este gigante todo prometido. Falta cumprir-me, bem sei, mas decidi, Escolhi-me. Obrigada por me teres obrigado, por me teres deixado sem saída. Obrigada.

Viraste a minha vida, literalmente, do avesso. Tudo está, ficou de pernas para o ar… e mal me habituo a estas pernas, a este chão, tu viras tudo outra vez. Obrigada. Sou uma amante da aventura, sagrei-me desportista da atividade mais radical do mundo – viver. Sei que já disse isto sobre amar… mas Viver assim é algo só disponível para quem ama; encontro aí uma certa equivalência, dependência, talvez. 🙂

Ponho a At Last de novo a tocar, tentado recuperar o que foi… como se isso fosse possível…. sonho vão este de voltar atrás nas emoções, mesmo que se trate de quatro minutos. O tempo é imperador, quando acreditamos nele… e eu acreditei, simplesmente porque achei que tinha de recuperar a emoção que senti ao ouvir a At Last, quatro minutos atrás. Mas não, não foi o homem que veio… foi o Amor, não em forma de homem, de conjugalidade… em forma de Mim, emancipada de um eu que já não me governa. A mente deixou de mandar em mim – tanto quanto tento… este deveria ser o exercício mais ensinado nas escolas… a libertação da mente arrastada, pequenina, reconvexa, ajustada a crenças de humano em bibelot, sem movimento, sem música que o salve.

Quando isso acontece, quando a mente deixa de mandar, o Amor tem espaço para Ser.

Eu, o meu vinho, uma confusão de almofadas e cobertas… e uma gata. Eu com uma gata!…Não uma gata qualquer… esta gosta de livros.

Acho que Sou mais… me manifesto mais. Já não quero ser brilhante, não tanto, não tantas vezes, pelo menos. Isso do querer é uma grande prisão…

(Aprendi coisas entre este texto e a transcrição… intervalo de umas semanas… descobri que as Letras não me servem… que eu as sirvo. Pergunto-lhes, como Te posso servir? Isso faz toda a diferença numa relação entre Arte e o objeto que a manifesta através do veículo que o meu corpo é… a Arte não pode ser escrava do meu corpo, do que esta carga de ossos banhada a carne quer dela… eu não posso querer nada da Arte… mas  a Arte quer Algo de mim… é o meu propósito descobrir o Quê e servir. O que vem daí já não me compete. E isso muda tudo. Porque a Arte passa a ser uma entidade divina, merecedora de devoção – não vassalagem -, reverência… isso muda tudo, porque me liberta… e todo o homem livre cria, só pode criar porque Livre).

Retomando… O Querer é um grande filho da puta, escrevi há uns tempos.

(Hoje digo que ele, o “querer”, é filho de Chronos, porque o Tempo mata os filhos… e querer significa que falta… e só falta nas dimensões dos olhos terrenos, nos olhos da Verdade nada pode faltar, porque tudo é completo… tudo está ao serviço de uma Ordem, de um Cosmos que nos ultrapassa… é nessa medida que passamos a querer escrever para servir à escrita. Isso faz toda a diferença. Há um respeito ao que nasce connosco… isso já nos liberta… nasce connosco para sermos livres, não para nos enjaularmos no querer terreno, de ossos partidos, trépidos, longe, despidos do apolíneo quimérico que pode Ser a Vida, quando a servimos a Ser.)

Mas, como qualquer vida em jaula, há algo que lhe morre… morre nas metas… Num ano novo que se avizinha, eu não tenho metas… mas o sonhos têm-me… os sonhos sabem para onde eu vou. Eu não. Gostava que percebessem que não há nenhum abandono aqui… há uma coragem, há um trabalho muito grande… porque não fazemos já o que o corpo pede… mas o que a alma ordena… sem saber para onde vamos, meramente comprometidos com o termos de ir. Aqui já não há metas de homens… há metas de Deus… de planos secretos que não sabemos ver… mas que nos fazem felizes, como nenhum corpo fez… às vezes, temos e tivemos de deitar tudo a perder… tudo o que já não servia… tudo o que já não era nosso aqui… é aí que dói um bocadinho… caem cascas, as pessoas desaparecem e há um vazio cheio, porque cósmico, que é preciso.

Termino 2017 com a maior meta a que me poderia propor… descobrir quem Eu Sou, ir a fundo e profundamente – que não é exatamente o mesmo. Longe dos objetivos que me cortam, me magoam, me dilaceram, e cortam-me porque definidos a um nível que se pode desfazer… o corpo, o filho de Chronos. Não quero metas que se desfazem.

A jasmim… nunca lhe cheguei a agradecer. Ou ainda não lhe agradeci. A Jasmim salvou-me por várias vezes. Antes de mais, não é uma gata qualquer… é uma gata que dorme por cima de livros, que os desordena e lhes descobre fragmentos manuscritos que eu nunca cheguei a transcrever aqui. Talvez seja a hora. É também o primeiro animal que respeita com altivez e reverência o ato de me ver a escrever. Meramente fica. E fita. É aqui também que aprendo sobre o Amor incondicional que nós, humanos, ainda não aprendemos… é um animal que me aceita exatamente como eu sou, como eu estou, o que eu faço, seja isso a minha Natureza maior ou não.

Os humanos não… os humanos têm sempre o martelo do julgamento, pronto a sentenciar o que seria melhor ou pior no outro.

A Jasmim, como disse, salvou-me… salvou-me da perda, mesmo que ma tenha ensinado. (Quando ela chegou, eu estava sozinha de novo… aprendi nela, no olhar dela, que nunca estive sozinha, que há um Cosmos dentro que me ama, pronto a salvar-me. Aprendi nos olhos dela o Amor que me havia. Também me senti, pela primeira vez, acompanhada e confortável com quem eu era a ser… nunca sei ser quem eu sou com as outras pessoas… parece que tenho de ser algum boneco, não sei… não me perguntem o que é ou por que é… sei que Sou diferente, de uma natureza imponente comigo que, quando estou com os outros, decresce… para me ajustar… não sei. É por isso até que alimento a crença errada de que é impossível Ser eu, quando me relaciono… parece que há sempre um papel a que corresponder… e eu tento, mas falho sempre… oh… que salvação esta de falhar nos papéis que me inventei num gesso quebrável e sujo para dar aos outros. Não sei ser confortável e quando sou, canso-me. Creio que os únicos momentos em que eu Sou são aqueles em que dou aulas ou faço terapias… é aí onde vale tudo… aí e aqui, agora… onde não há espaço para farsas… onde o que Eu Sou é convocado a ser agora. Numa aula, numa terapia não posso falhar… ou se falhar, não sou eu… digo, não é falhanço sequer… era o que tinha de ser… porque era a minha alma a fazer o que ela sabe fazer… aí não me meto. Ainda assim, parece que me meto no relacionamento com os outros… Não sei amar os outros através de mim, porque eu mesma não me sei amar. Não sei abraçar a minha mãe como sinto que a abraço… não sei amar como sei que posso amar… detenho-me… há barreiras sociais em mim… perdões falsos, ecos que não são meus, palavras que não são minhas e que me saem como se fossem eu a ser… não sou. Raramente fui eu numa relação… poucos, para não dizer nenhum, homens me conheceram na Verdade… porque sempre que fui, achei que eu era errada a ser… e do muito que vejo, muito do que atendo… é exatamente isto que as pessoas são… joguetes, construções sociais… longe do potencial infininito do Amor, do verdadeiro, do incondicional… porque ser sem condições dói… quem vai amar uma mulher que é livre? Quem vai amar uma mulher que se senta à mesa e dá os olhos ao outro como quem dá o coração, sempre? Ninguém. Até que ela própria saiba que isso não é errado… que o Universo não se enganou quando a concebeu. Porque nós não nos fizemos a nós próprios (parece básico, mas não é… não percebemos esta frase)… eu não seria capaz de conceber tanta beleza, tanta perfeição no mesmo ser, mesmo que o reconheça.

Às vezes eu dizia… nenhum homem me viu por dentro… em intertextualidade romântica com o Memorial do Convento, quando Baltasar diz a Blimunda “olhaste-me por dentro”, ao que ela responde “Eu nunca te olharei por dentro”. A verdade é que a resposta estava aqui… esteve sempre… enquanto eu não me olhasse por dentro, digo a doença para depois poder olhar o Belo que a transcende, ninguém o ia fazer… esperamos demais pelas soluções dos outros, quando ainda não fomos capazes de nos darmos as nossas, as nossas próprias soluções, os milagres que moram dentro de nós… a simples aceitação da doença abre espaço para a Cura. Eu nunca quis ver que estava doente. Meramente transferi o imperativo falhado de cura para o outro. Para onde isso me trouxe? Para aqui. Ainda bem. Pelo menos, posso mudar o rumo. E que liberdade essa de mudar o rumo, quando já sabemos a doença que nos mora.)

(…)

Sou eu a ser, sem esperar que gostem de mim… Eu não sei que lições o Universo quer ensinar através de mim… pois que o sirva, através da minha verdade, de todos os incómodos que eu personifico… os decotes, os palavrões, as verdades que magoam… o ataque ao preconceito ou a a desconstrução a favor da verdade. Foi um ano em que hesitei, hesitei ser e muitas vezes não fui, porque mesmo nessa viagem de não ser, descobre-se. Descobre-se o terror de nós, mas desce-se mais fundo.

A mente muitas vezes me destruiu… e, outra vez, ela destrói o que é construído ao nível das coisas onde ela trabalha… no finito, na limitação, no corpo, no que aparenta, nos ganhos, no que se mostra. A mente quase me matou os sonhos… mas não consegue quando o Sonho é sonho e, por isso, soprado, concebido numa dimensão aonde a mente física não chega… é onde mora a Verdade e é onde as Vontades nos são confiadas.

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

Muitas vezes invertemos a ordem, tentamos inverter… queremos, pedimos a Deus e a obra nasce. Nada mais errado e de coluna invertida e, por isso, pronta a desaparecer. Até a manifestação obedece a ordem. O mundo é cosmos, não é caos (Helena Galvão). Tudo o que construímos porque queremos, sem base divina, sem servir algum propósito maior, cai. E isto eu vos posso garantir pela minha experiência. Na minha vida só três coisas vão ficando: escrever, ensinar e curar (através do ensino). O resto é móvel, tudo, absolutamente tudo, muda menos isso… porque há um propósito maior a que eu sirvo… isso já não me serve, eu sirvo ao Mundo através dessas ferramentas, desses meios que me alegram, que me permitem Ser. No mundo da verdade, meio e fim são o mesmo. Aqui os meios servem os fins.

O que me liberta é que eu já não tenho de ser coisa nenhuma… eu tenho de correr para quem sou. É isso que me liberta, me inflama o peito de paz… porque é uma paz que inflama… uma paz que move.

(…)

Sou livre para ser. Isso já é um grande começo. Sou amada, porque integrada numa existência que é um Todo – se o tempo existisse e se eu fosse existência. Mas eu não sou existir, eu estou a existir. Isso muda tudo. Não tenho outro lugar para ir, nem outro tempo… meramente (parece fácil) Sou e o que eu Sou dita o que eu estou. 


Quanto mais eu Sou, mais eu estou, mais eu predico a existência com as qualidades que eu Sou – infinitude, beleza, abundância, amor. Porque Ser é um estado de verdade, e, portanto, a Verdade passa a ser o único estado a ser manifestado porque não há outra causa e para um efeito de Verdade, só pode haver uma causa de Verdade. É por isso que, normalmente, as vidas estão do avesso… não há Verdade a Ser. Escolhe-se com base no que não é (medo, estados invertebrados do não ser).

É por isto que não se podem criar estados fora de nós e tudo o que se cria fora, sem base, sem causa verdadeira (que não é desejo, capricho, cobiça, carência), desmorona. Reparem que todos os impérios caem, porquê? Porque projetados, erigidos para Ter (não porque São).

Então, por que razão ainda não despimo os tipos (como os das unhas, acho que é assim que se diz…) e ser? Ser natural como a nossa alma é? Sermos tão naturais como quando estamos sozinhos – isto quando conseguimos ser Quem Somos sozinhos. Sem artifícios… essa é a nossa maior beleza… e como achar que o Universo se enganou?

Para quê tanta regra, tanta máscara, tanta “boa maneira”, tanto “politiquismo” e “corretíssimo”… Para quê? Num mundo interior onde falta tanto Amor, tanta verdade… Para quê tanto artifício, tanta artimanha, tanta costura a disfarçar falhanços? O falhanço é tão belo… imagino os anjos a rirem-se de mim, quando falho… num riso acolhedor… como eu me rio da Jasmim, quando ela cai ao tentar fazer alguma coisa cujas pernas ainda não lhe deixam… tal como nós… temos sonhos, cujo corpo, dimensão da matéria, ainda não está pronto… precisa de ser polido, de menos densidade, menos vaidade, menos preocupação, para poder viver exatamente tudo o que o Sonho nos quer dar. E isso não é bonito? Não é perfeito, nesta ordem que é tão inexoravelmente nossa, quanto desconhecida? Então, suspendamos juízo… paremos de achar que falhamos… na verdade, fizemos tudo certo… tudo quanto havia para fazer neste corpo… depois, haverá mais… novas rotas, novas palavras e novas pessoas também… e que bom este teatro de Brecht que não nos deixa sossegar na cadeira e nos faz buscar, buscar mais quem nós somos, trazer mais de nós à realidade do mundo… ou falta dela… o “falhanço” faz-nos descobrir a mensagem (mens agitat molem) que trazemos ao mundo… todos temos uma para trazer… às vezes, ela é tão bela, tão poderosa, tão fora das linhas costuradas, sujas e cortadas deste mundo que temos medo… temos medo de a trazer… e aos poucos e aos caídos, de joelhos no chão, vamo-nos apoiando de novo, nas raízes da Terra que nos sustenta, nos alimenta e nos lembra de quem Somos. Quando nos esquecemos, podemos olhar para o Céu, tenho a certeza que estará lá um pássaro para nos lembrar… outras vezes, estamos preguiçosos e aí aparece-nos uma borboleta… o que quer que seja aparece para nos lembrar que somos voo e que as asas servem para voar.

(Às vezes, penso no Facebook… porquê que ele apareceu, se nos faz tão mal às vezes… na verdade, ele tem bens que compensam tudo o resto… para além do óbvio, o Facebook expõe-nos a todo o momento a um mundo que não queremos expor-nos… antes, só simulávamos na rua… agora, levamos a rua connosco para casa… já levávamos… mas isso com o Facebook aprimora-se – redes sociais; falo do Facebook, porque é aquele onde sinto mais isto. Agora, parece que temos de simular beleza, bem-estar, felicidade, carreira, poder a todo o momento… nem o pior ser humano consegue fingir toda a existência… é muito cansativo sob o ponto de vista mental… e passa para o corpo… cansaço… “íssimo, íssimo, íssimo cansaço”… O Facebook aparece para nos lembrar, à velocidade de um cometa, que não conseguimos mais ser quem nós não somos… falo sobre isto no Ensaio Sobre a Má EducaçãoNão dá… não dá para viver num mundo onde até para partilharmos uma música que gostamos no nosso perfil, a mente a faça passar pelo crivo intelectual do “o que é que os outros vão pensar? É aceitável, é bom? É intelectual, é cool?, é in, é antiquado?” (as questões vão depender do meio em que nos inserimos e da máscara que queremos ostentar).

Mas voltando aos gatos e aos cães… são uns grandes professores de Filosofia e de Coach…se é que isso não é o mesmo… na Grécia Antiga era… agora a Filosofia quer ser Ciência e deixar de fazer aquilo que lhe compete… que é desafiar, dizer o que mais ninguém diz, sem se preocupar com o crivo dos outros, na medida em que prova na pele que o que diz funciona (o que é isto que não a figura entre mestre e discípulo? Quando ainda não havia um Deus Cristão, e meramente se falava de Nous (inteligência divina), lugar da Verdade, da Iluminação que os alunos almejavam… para tanto necessitavam de um mestre, o filósofo… Hoje em dia é um vomitar de ditos complexos que se desfazem com certa disponibilidade e amor se os queremos trazer à luz… Enquanto a Razão for mais importante do que a Intuição, a Verdade, o Amor à Sabedoria, a Filosofia permanecerá jazida – nas academias, pelo menos.

Bom, voltando aos animais… o Baltasar chateia-se, impõe-se, quando precisa de alguma coisa… quer ter pela força. A Jasmim não… a Jasmim é cheia dela própria… desafia-nos, mas quando estivermos na maior potência de nós vai ficar a admirar-nos (para o Baltsasar vai contar sempre mais a hora de ir à rua do que a contemplação… temos o Baltasar para dimensão do corpo e a Jasmim para dimensão da Arte, da mente intuitiva, que contempla).

E pensar que isto começou por ser um texto para falar de 2017… pois sim… 2017 foi também o ano em que deixei de querer fumar… isto porque deixar de fumar é uma coisa, deixar de querer é outra… e acho que todos os ex-fumadores me compreendem. Também deixei de aguentar mais do que um copo de vinho (a minha professora de Reiki dizia uma coisa a que eu não prestava grande atenção… “O corpo vai-se tornando subtil com o trabalho da Consciência e das Energias… deixa de aceitar qualquer coisa”… na altura anuía, sem sentir exatamente aquilo, porque continuava a adorar chocolates e fritos… hoje há qualquer coisa de intoxicação nisso… e já não é porque se vai ganhar celulite… na verdade, até gosto de algumas marcas de guerra… são sexy, dão vida ao corpo de uma mulher… tornam-na real, sujeita, vulnerável ao meio… tal como é o corpo (a alma não… o problema é que confundimos as dimensões e identificamo-nos com o primeiro… não é por mal… é porque não conhecemos a alma em nós).

Sinto que deixo isto a meio… mas o texto acabou e a verdade é que este já não é (só) o texto do papel… é o papel e eu umas semanas depois… e há coisas que acontecem, que somos nós a acontecer a nós próprios que mudam, ou tornam mais essencial quem somos, o que dizemos… e este texto acabou.

#ElasDoAvesso

Márcia Aires Augusto

 


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