Versos sem sentido e coisas à beira do mar

Stay curious

Permite-te ser renovado

Permite que te renovem

Aprende a olhar

A ser surpreendido pelo céu

Ele não está sempre igual

Tudo vale a pena no momento do céu agora

No encontro do verde das árvores

com o azul do céu.

Stay curious

Stay opened

Turn yourself into a receiver

Let the two birds fly

One leading, the other one following

You need the two wings to fly

Stay curious

Stay what I Am, little girl

So you can see the flowers, the colorful of this world calling

The World is calling.

Pick it up.

Eu gosto do silêncio chilreante da terra, do sabor a que cheira…

Gosto do vento no céu e das árvores todas.

Gosto do som das árvores e dos pássaros que elas são dentro.

Gosto do silêncio e das notas escondidas, gosto de sorrir ao ar e ao papel.

Gosto de ser cúmplice do mundo.

Gosto de ser cúmplice dos pássaros… de lhes sorrir aos cantos, de trabalhar com eles.

Gosto de me esconder e do vazio cheio de mim.

Gosto de não saber onde estou. Como no início.

Gosto de não ter mensagens para responder, ainda que o mundo todo me ame.

Gosto de lhe dar as minhas lágrimas, mesmo que ela só me faça feliz.

Gosto de me (…) por estar livre.

Nenhum (…) me foi dado maior do que este.

Estar livre, ouvir os pássaros, chorar-lhes ao canto, chorar-lhes à beleza (e não, não quero saber da regência do verbo) de ser eu e eles, unidos no Um.

Nada maior me foi dado do que perder os olhos e ganhar a Visão.

P.S.: Vou ficar sem bateria. Que liberdade, esta de ficar incontactável.

(After a while, in the beach)

Just share the miracle of being alive.

Leave it behind, feel the winter of your life and just breathe.

Be prepared to change your eyes, to start viewing.

Embrace your life, what you are, just like the sea embraces the world.

Stay Curious.

Just join.

Nunca fui quem eu era, deixei de ser quem eu era ainda muito miúda. Até deixar, eu haveria de ter sido sempre a estranha (depois, quando deixei de ser quem eu era, tornei-me normal), a diferente, the one who doesn’t fit.

Looking back, I just say I am blessed.

Blessed for turning back into the one that I am…

É bom estar de volta.

God whispered me to go see the sea… I obeyed.

Em amor obediente… a Love Which knows what is better.

I recognize myself, I cried, I was told for the very first time Who I Am, Who (What Truth) I really Am.

Estar viva é comover-me.

Conhecer-me em tudo o que É, com tudo o que eu Sou.

As lágrimas têm esse poder reconector.

I never was like they wanted me to be. I am who I am. A simple phrase, the most simple words with the full meaning.

Close your eyes and I’ll kiss you. The sky said to me.

If I could keep the sea in a word… If I could narre the sea in words…

Perto do mar, todos se tornam poetas.

O olhar muda, comunga com tudo.

Close to the sea, everyone becomes a poet.

Quem precisa de um corpo, quando é um universo?

Who needs a form, when he is, himself, a full Universe?

Hoje, experimentei uma esplanada diferente e, como antes, antes de ser uma miúda, pedi um café e uma coca-cola. Lembro-me deste hábito parvo me dar um certo poder… o poder de ficar numa esplanada o tempo que quisesse a escrever… pelo e durante o tempo, fui-me esquecendo que as coisas são fáceis como um café e uma coca-cola na esplanada… que a vida é fácil de ser, quando nos deixamos Ser.

Os homens ensaiam personagens, mas no fim e no início somos todos o mesmo.

Sempre fui a estranha que escreve nos restaurantes e nos cafés, depois a que escreve nos livros que já foram escritos e acho que gosto desse poleiro.

Todos temos um trono em que nos desempenhamos, acho que esse é o meu. O da estranheza que escreve, o de quem se torna mais forte, quando escreve… mais vulnerável, mas mais impassível também. Mais clara, mas mais impenetrável (…) em dupla dignidade… a de mim e a da escrita, que são a mesma, no fundo.

“Eu tenho ventania dentro”

É Luedji quem diz e é a minha cabeça que fala.

(Num banco de jardim)

I’m a poet, not a famous one…

just a poet… who wants to recover, to return to that beautiful child that I was.

Escrevo para me tornar de novo criança, a criança dos sonhos e da liberdade de não pensar em nada que não ser, se ela sequer pensasse sobre ser. Ela era. É a essa que retorno, sempre que escrevo.

Não quero nada da Vida que não a liberdade de estar viva, que não este fascínio pelos suspiros… que não o deslumbramento de olhar e ver o mundo “não como quem pensa, mas como quem respira” (é Pessoa, ou Caeiro, Quem Diz… se eles não forem o mesmo, pois se tudo é Um).

Escrevo porque e para me tornar em quem eu sou.

É quando o fim e o meio são o mesmo que podes estar certo do caminho.

J (…) Soul.

#ElasDoAvesso

Márcia Aires Augusto

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