Sou dona da minha fé

Sou dona da fé, dona dos meus pensamentos. Tudo pode acontecer, parecer fora de mim, mas há uma coisa que bandidos e noite não me podem tirar… O poder de decidir onde coloco a minha fé, no mundo do irreal ou no mundo do Único Pensamento. E eu tomei a minha decisão. Está tomada. E eu sou livre. Oh… se sou, Pai! Uma coisa não me podem tirar: a fé que deposito nos meus pensamentos. Podem tirar-me tudo menos a escolha. A escolha do real. E isso… posso morrer… Hosana! Nada me tira o poder que o meu Pai me deu, o de escolher em que amigo acredito. Ouvidos sãos são alma pura. Mantenho-me fiel a Mim, ao Ideal que me criou, eis o meu poder, manter-me exatamente como Sou. Quem sou. Para lá da treva, vinda de viagem, convidada absoluta, a mando do infinito. Eis Quem Sou, rastro de luz a iluminar a treva. Iluminar significa dar luz. Luz significa fé, antes de convicção, no mundo do real que aqui se plasma. É de Lá que eu venho, nada me pode parar, quando me lembro de quem sou. E eu tomei a minha decisão.

Para fora, serpentes do nada, manjares e desertos de amores, fora! Tu não sabes quem és e queres ter existência para que eu não saiba que és nada inventado na bruma. Chega.

Hoje, a rainha Branca é quem diz cortem-lhe a cabeça. O reinado vermelho, as cartas de espadas e tudo o que não é, acabou. Hoje, fico-me no meu Pai, para sempre rainha. Hoje em forma, mas não a forma. A Deus. O universo me chama. E eu demorei a ir. Adeus.

(Aqui fica uma música bem icónica de nós todos, no baile de Maya, quer dizer, ilusão dos sentidos)

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