Código-Alma

(Os textos não são meus. Descem por um canal de verdade em mim para me ensinar o que sou/somos. Faz lembrar Lobo Antunes… É uma voz que dita. A diferença é que, cada vez mais, me identifico com essa voz. Não decido com Ela a todo o momento. Mas ela ensina-me Quem eu sou. Amor puro e abnegado. Eterna criança que só quer ser. A mente diz que estou armada ao carapau, mas, e se, uma vez na vida, uma e outra vez, a cada agora que se renova, eu escolher paz, quer dizer não ouvir a o que ela diz? Paz é o que eu sou. Absoluta aceitação do que estou; o que eu Sou é perfeito, não precisa de aceitação, precisa que eu O queira Ser. Que isso me baste)

O AMOR comove-me. O AMOR foi a maior descoberta da minha vida. Comecei para ser “alguém”, descobrir quem “eu” era e o que queria. Acabei a descobrir que ser quem eu sou me impele a ser nada. Ainda acho que estou muito errada em ser nada, mas quando sou nada, eis que a paz emerge, o AMOR atua e o milagre acontece. Quando sou nada, acabo no sítio certo, à hora certa, a fazer a coisa certa, porque não me imponho à Natureza, que encontrou uma casa para ser em mim. Ainda me perco. Fico ansiosa e como mais bolachas do que devia, sinto culpa, mas descobri que há um tempo onde ela não existe, porque não lhe há psicologia. No agora, não há psicologia, porque não há passado, nem futuro, e o que eu sou é o que eu sinto. O ego ataca. Diz que é errado sentir o que eu sinto, a coisa mais estranha que já ouvi na minha mente… Que é errado sentir o que eu sinto. Dou por mim a pensar que, se eu não ouvir esse julgamento, está tudo certo. E porque não? Porque não parar de ouvir os julgamentos e meramente sentir? No agora só se sente, deixa-se a Vida acontecer. Não tenho certezas nenhumas nem de nada. Nenhum ou quase nenhum sonho. Ainda sobeja o sonho de me diluir na Fonte e isso também é fugir do agora… Porque é agora que me diluo. Escrevo e a mente diz que isto é ego, porque se exponho o que sinto, isso também é ego, já que, se fosse puro sentir, eu não ia ter necessidade de escrever. Mas, e se eu não a ouvir? Se eu não ouvir a mente… O que sobra? Este momento, o que está a ser, independentemente do que eu “digo”, quer dizer penso. O ego tornou-se evoluído, demasiado evoluído. Sabe demais. Atira-me com tudo o que aprendeu, tudo o que leu. É um ego sofisticado e, por isso, é perigoso. Mas há um código que ele não consegue furar. Chama-se “Código-Alma”, que a mente não consegue inteligir. É aí que posso ser livre, sem perceber nada, aceitar sentir as coisas mais erradas… Afinal, é só uma coisa e “errado” já é uma parte da equação que expande o resultado. É dizer que 2+2=4 é bom ou mau. Em essência, não é nada, é o que é, e eu, por agora, vou ficar-me por isso. “Isto não significa nada”. É assim que o livro começa e assim que eu o termino. Não é o fim. É o início do que vem. Acabou. Começo agora. De novo. Como, não sei. Importa começar..

 

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