Os livros não se procuram, encontram-se

Desfocada como a vida. A recomeçar como o tempo. Hoje, na livraria, outra vez “Os livros são como o Amor, não se procuram, encontram-se”. Na verdade, na primeira aceção foi mais rude… “os livros são como os homens, nao se procuram, encontram-se”. Há uns três anos, esta frase perseguia-me na Fnac e deu origem ao texto “As livrarias são como os bordéis”. O que me faz pensar que é mesmo verdade, não sobre os homens, mas sobre os livros e o Amor (porque não pode ser por acaso que uma frase se repita no mesmo local, três anos depois) . Quando vou à livraria desesperada para que um livro faça por mim o que não sei fazer, é uma desgraça. Uma pobreza, uma miséria. Mas quando me passeio lá como sendo “partilhadeira” do Amor, da alegria que transborda e os partilho com as estantes, lhes dou os meus olhos e o coração a tocar, todos os livros que querem vir comigo para casa me sorriem. E passamos noites e tardes de amor, uma e outra vez, sem parar. Se pudesse escolher? Ok… Se pudesse escolher, escolheria a poesia… A única mãe que bate tudo aqui na Terra, porque me chama ao Próprio Deus ou é o próprio Deus a chamar-me.

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