Dói-me o coração, mas arrasto

Dói-me o coração, mas arrasto

Arrisco

Não é todos os dias em que me sinto tão livre

Tenho “ciúmes” e penso que também o Agualusa,

Se me conhecesse, gostaria da minha escrita,

Como da Leila Ferreira!… a diferença?

É que é só um pensamento.

Essa já não sou eu.

O corredor da morte,

Das palavras estrangeiras,

Quase me matou

Mas não.

Estou viva

Comecei hoje dois livros

E recomecei-me.

A mim no papel,

Sem nunca me ter parado.

Porquê que morremos?

Para termos o prazer do renascimento

[Variante: Para podermos renascer]

 

(quem sou eu, quem penso que sou, para poder concorrer com Deus e achar que Ele não tem razões de beleza e de amor para me manter viva? Quem sou eu para achar que não sou digna Dele, da Vida, da Beleza, das Bênçãos que Ele me concede? Quem sou eu que acho que preciso de fazer alguma coisa para me curar? Quem sou eu? A filha, um pedaço de Vida que merece estar aqui. Eu, a recuperar a Viagem.)

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