Educação e Liberdade – Reflexão Modelos Educativos II

(na parte da liberdade, não concordo. Creio que somos autónomos, se formos à nossa verdadeira natureza, que vem antes do eu construído – personalidade que “aprendemos” aqui -. O que Eu Quero é o que a verdadeira natureza em mim quer, não me desconecto, antes me ligo ao sistema em rede, pois a natureza é partilhada. Tal como as árvores se ligam em rede por baixo da terra, também nós estamos conectados. Logo, quando me ligo à minha verdadeira natureza, a minha decisão é livre e naturalmente bondosa, porque está ligada ao “sistema em rede”. O papel da educação é educar para esse lugar, ao invés de para longe dele. Podemos continuar a ensinar Matemática, Português e Física, mas a tónica, o caminho, deve estar na constante recordação de que somos Um, de que funcionamos em uníssono. O que a escola hoje em dia ensina é o cada um por si. Eu ser o melhor. Acontece que para eu ser o melhor, o outro tem de ser pior. Não é por aí o caminho, pois isto leva a que nas empresas eu esteja interessada em ser a melhor ao invés de que toda a empresa seja a melhor para todos e para o Todo – toda a gente conhece o ambiente que se vive no mundo corporativo). Mais ainda, nos sistemas políticos, continuaremos a ter, por esta via de ensino antigo, políticos importados em serem os melhores – tónica narcisista ensinada nas escolas – ao invés de gerar o melhor para o Todo. Se é o melhor para o Todo, é o melhor para mim, porque estou dentro da rede. Enquanto a escola não caminhar para aí, os sistemas económicos continuarão a ser egóicos – aprenderam que têm de ser os melhores, ao invés de providenciar o melhor… Para não falar nas políticas internas com os funcionários. Enfim… Daqui vem doença, necessidade de autoafirmação, esperando que o outro seja diminuído, porque é assim na escola e no mundo…

Para haver “o melhor” tem de haver fronteira, separação. Isso é completamente inverso à forma como este Universo funciona.

É óbvio que não será só a escola, é a mentalidade de toda, trabalhada ao nível do indivíduo, mas é na escola que os miúdos passam a maior parte do tempo, é lá que tem de estar este conhecimento. Isto era óbvio numa Grécia antiga, sem, claro, os avanços humanos que já tivemos. Porque tivemos, a humanidade evoluiu. Está mais bondosa – já não vamos assistir a combates entre bestas e homens, por exemplo) . Mas é necessário ir buscar o “antigo” para conviver com o novo, tal como um novo sistema artístico e como em tudo na nossa vida. Retiramos a aprendizagem do passado e seguimos com o novo.

#ElasDoAvesso a propósito do vídeo abaixo

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