Escrevo II

Há algo aqui que se esgota. mas é necessário que se investigue o fim, para que o novo Nos Recomece.

1/07/19

“Terminei agora o

Até que o avesso se torne o lado certo  (…)

É um livro bonito. Conciso. Conta a história de um renascimento.

Este conta outra que não sei. Ainda me encontro neste… ainda me estou a encontrar. Desde abril que me tento encontrar… aquele termina em maio. Este recomeça-me qualquer coisa. Uma vida nova. Ainda não me encontrei. (…) Não sei. Perdi-me, porque foi necessário perder-me. Busco-me. Ou já não me busco. Deixo-me ser e o que sou recupera-me, encontra-me… numa playlist a tocar, como agora. Orgulho e Preconceito seria o filme da minha vida que começa. Agora. E é tudo. Celta, clássico, misterioso, rude, difícil e belo. Sobretudo belo. Já não me considero mestre das palavras… se é que alguma vez me considerei. Considero-me discípula delas, de algo que as dilui e as dissipa em mim. Algo que as subjaz, que, por necessidade solidária, me desfaz a mim.

Já não acho que seja boa. Na verdade, agora acho outra grande ilusão. A de que não sou boa. Na verdade é só o verso da mesma ilusão. Na primeira, esperamos que o mundo diga sim, que somos bons… na segunda, esperamos que o mundo diga não, que somos bons. Só muda o caminho. E nenhum destes caminhos é “certo”. Ser quem sou. Nada que é tudo… finalmente esta definição começa a ganhar significado. E o que tive de suar para… já sabemos, sofreste muito… já não suporto ouvir a minha dor. Mas também considero que não tenho paciência comigo… ou me queixo demais, ou me deixo de ouvir demais… o equilíbrio… dar-me tempo.

Este livro talvez não vá ser bonito… que digo? Vai ser verdadeiro. Menos artístico… mais eu. Como se eu não fosse artística. Este livro é um mapa em letras de mim.

Procuro-me. Sem me procurar. Estou cansada. Acho que vou dormir.

Uma nova vida pode começar hoje. Talvez já tenha começado. Eu só não vi.

O coração acalma. Pode ser por aqui o caminho. Escrita, clássica e arriscar. A minha terapia… discorrer palavras… pôr a minha mente como escamas de um peixe ao sol. Elas acabam por brilhar, o peixe acaba por se comer, por se tornar alimento. As minhas escamas precisam de sol. O sol é a escrita. As escamas são os meus pensamentos. Nem tudo é irreal em mim. Há mais aqui dentro que ainda não vi. Sou “dona” e investigadora do meu próprio mistério. Sou investigadora, procuradora, buscadora de mim. “A alma gémea só aparece quando já só estás à procura de ti próprio”… não posso deixar de concordar. O que me importa? Amar ou encontrar-me? Há diferença entre os dois? Creio que não.

Volto a respirar a cada linha nova. Pode ser bom. Pode ser a resposta. O improviso é a minha linha. Nunca sei o que vem a seguir. É por isso que lhe chamo vida. Escrever.

https://www.youtube.com/watch?v=aHfUur7458A

Isto é tão bonito…

Escrevo porque a vida passa sem doer. Mas ainda passa. Ainda não vivo. Escrevo como antídoto para uma dor que ainda sucumbe. Estou de volta, estou melhor. Não posso dizer que não. Oh… esta banda sonora é tão bonita… e pensar que ela está dentro de mim. Tenho a certeza de que Deus me habita. Tenho a certeza de que sou divina e que está tudo bem. A minha mente pode ainda enganar-me… esgadanhar-me a cara, a garganta e a vida… mas eu tenho a certeza de Que sou eu. Que Deus sou eu em mim. E que Ele Sabe. Agora e para sempre. Se é que isso não é o mesmo.

#ElasDoAvesso

Ela e uma mulher ao contrário #ElaDoAvesso

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