A liberdade de ser Mulher

Esta mulher sempre me inspira.

A liberdade de ser mulher, a liberdade de ser buraco e de ter um falo também.

A liberdade de ser frágil e de dar filhos, a liberdade de me apaixonar e, sim, querer ser de alguém… não de posse… mas como uma árvore que abanca as suas raizes no feminino da Terra e na comoção divertida do Sol, que o Sol sempre nos provoca… a liberdade de ser mulher… a liberdade de ser frágil, de gostar de um colo… de ser independente onde mais nenhuma independência se cria, no coração… a de ser independente amando loucamente a vida e um homem. A de ser independente mesmo que acreditando no eterno… aceitando e amando não a impermanência, mas o imutável no impermanente. A liberdade de querer ter filhos, de trabalhar menos e de cuidar da casa. A liberdade de me dedicar aos estudos e à arte. A liberdade de não querer ter uma carreira, mas um rumo… um sonho. A mocidade sempre me inspira… a continuar-me. Tenho uma adolescente que não morre. Que sonha com a vida todos os dias. Que quer ser “mãis”… que quer tudo o que puder levar… (que quer ser tudo o que já é dentro de Si) que já não acredita no modelo feminista gasto, da independência da solitude e do meio… das camas vazias e dos copos cheios… da liberdade de ser mãe, mulher, amiga, parceira, útero… da preparadora de pequenos-almoços e da regadora de plantas… da semeadora de vida… a liberdade de ser (…).

Os segredos não se contam, escrevem-se nos livros… a informação nos livros nunca deixou de ser segredo, porque é lida pelo coração. os blogues são rudes, são suportes ainda… ainda mecanizados e controlados pelas massas. É por isso que não se escreve tudo. E que se sonha, sem dizer.

#QuemEncontrarUmSonhoQueSonhou

“Contar um sonho é proibido” (Madredeus)

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