Escrevo III

Escrevo para me compreender, escrevo para me tratar… escrevo para sanar a dor que não sei de onde vem, o que faz comigo.

Escrevo para me lembrar de quem sou… para pedir a iminência de mim. Escrever faz-me ouvir os pássaros.. faz-me recordar a beleza, ser quem sou. Escrevo e todo o medo vai. Tudo volta a ser eu. O meu reflexo, arrisco “bonito”, na tela, o eu sou a crescer numa caveira. Amo, porque há a fusão das formas. Amo, porque o coração acalma e esta dor tem de ser de algum lado… tem que servir para curar. Destilo a dor numa folha de papel, mesmo que numa peça de monitor… tudo é um, tudo é o mesmo. Escrevo na ânsia que a mansidão do peito me acolha, me pare. Escrevo à espera de uma salvação… extrema unção que faz parte. Pudesse ser tudo como é Deus em mim. Escrevo pela ânsia de mim. Escrevo pelo que me faz bem. Escrevo para curar o mal… escrevo para me expurgar de mim. Escrevo para ser livre. Escrevo. Porque não sei de nada melhor, a não ser o Próprio Deus vivo em sensação, para me salvar.

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