A Criança Nova é mais do que Deus e do que os Filósofos todos

O tema desta próxima quinta-feira na Barca FM Rádio é a Criança Nova de Caeiro… mas é a nossa também…

Na próxima quinta-feira, inicio-me e arrisco-me… Falo da criança interior e sobre quão surdos andamos em relação a ela… decreto-a mais do que Deus e do que os filósofos todos e digo assim: “Não há de ser ela mais verdadeira/Que tudo quanto os filósofos pensam/ E tudo quanto as religiões ensinam?”

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Beleza In Vitro

M. Augusto, Autora

Este texto não é bonito nem é sobre literatura… mas é um texto necessário. A mim e à humanidade toda.

Eu já ando para escrever há algum tempo sobre isto… mas sinto-me bloqueada ou sinto que nunca é o momento. Curiosamente, quando decidi que era agora, apareceu-me um vídeo da Alexandra Solnado a dizer que é Agora.

Hoje, eu estava no ginásio e o J.O. disse-me que eu tinha de trabalhar mais os braços… bom, calma, não foi bem assim…

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«Em Tudo Eu Entrei Para Falhar» na Vice Portugal

Hoje, é um dia histórico para mim… um dia em que um texto puramente essencialista do #ElasDoAvesso sai numa revista multinacional, pelas mãos do meu querido Sérgio Felizardo que os e-mails uniram logo no início do ano… Obrigada ao Sérgio, obrigada à Vice… por me receberem sem padrões, sem ajustes… sem edições nem cortes… por eu poder ser Quem eu sou… Obrigada pela ousadia editorial. Obrigada. Continue reading

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Do que nos salva

(…)

Enquanto o círculo não fechar, vai sempre falhar alguma coisa… faltamos nós, este monumento-carne  de amor que nós somos… gosto, quando recebo mensagens de gratidão pelo livro, pelos vídeos, pelo meu trabalho… gosto de saber que ajudo pessoas… gosto de amar… quem não gosta? Gosto de sentir como sou invencível, como nada me pode fazer mal, quando amo… Continue reading

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Dá-me azulejos e rosas, meu amor

Sento-me aqui… nesta janela inventada, num Porto que não me incomoda, que não faz barulho…

Tenho cuidado…  e escolho criteriosamente o lugar que vai albergar esta cerveja e o meu caderno. Sou quase íntima do Porto, ainda que cidade emprestada aos turistas… é difícil encontrar uma esplanada que não me lembre de casa… que me afaste o suficiente de lá, de casa, aqui… agora.

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Nunca nada me magoou tanto como escrever

Nunca nada me magoou tanto como escrever… e nunca nada eu amei tanto como escrever. Uma vez eu ouvi “vais saber que amas, quanto mais vezes perdoares”… e acho que é isso… por muito que escrever me magoe, entregar isto, esperar, sonhar com fios e pavios de nada… sei que é isso… porque, por muito que me magoe, eu escrevo sempre… eu preciso de escrever… com ou sem aplausos, com ou sem sucesso, com ou sem ouvidos, brutos, sensíveis ou ensurdecidos… o que for, eu preciso de vir aqui, na escrita, resolver a dor do mundo… perdoar-lhe as coroas de sangue que me dá, ou eu me dou…

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Porque eu também deprimo. E depois?

Eu não escrevo porque tenho histórias… eu escrevo para me salvar… deste barulho infernal que é o silêncio… como se no papel houvesse um “tu” mais digno… mais condescendente comigo e com tudo que eu sinto, que é nada… sei que cedo aos pensamentos que não servem… e ao comandante que me escraviza o lado esquerdo… não tenho razões para estar assim… já sei… mas estou… é uma dor cósmica… quem a tem sabe do que falo… de algo que não é de cá, que me convoca para dentro… Continue reading

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