Do amor

Do amor que pode ser

Do amor do que eu não vi

Do amor que cega os instintos

Do amor que lava o mal

Do amor que leva embora

E traz o definitivo

Do amor

do amor que lava as feridas

e seduz

 

do Amor

do amor que recomeça e me retrai

do amor que faz beicinho e diz que está tudo bem

do amor que tudo recomeça

e lava as intrigas

as lombrigas também

do amor

#ElasDoAvesso

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Conheço as minhas lágrimas

Conheço as minhas lágrimas, sei a verdade. O blogue é o meu caderno A5 na arca da minha avó. Mais elaborado com imagens, antes eram só os meus desenhos. Mas acima de tudo as palavras, sempre as palavras, sempre novas, sempre disponíveis e prontas a romper-me. As palavras. Cheias de realidades novas, de sonhos e de mistérios. De novo que eu não posso adivinhar. As palavras.

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Escrevo III

Escrevo para me compreender, escrevo para me tratar… escrevo para sanar a dor que não sei de onde vem, o que faz comigo.

Escrevo para me lembrar de quem sou… para pedir a iminência de mim. Escrever faz-me ouvir os pássaros.. faz-me recordar a beleza, ser quem sou. Escrevo e todo o medo vai. Tudo volta a ser eu. O meu reflexo, arrisco “bonito”, na tela, o eu sou a crescer numa caveira. Amo, porque há a fusão das formas. Amo, porque o coração acalma e esta dor tem de ser de algum lado… tem que servir para curar. Destilo a dor numa folha de papel, mesmo que numa peça de monitor… tudo é um, tudo é o mesmo. Escrevo na ânsia que a mansidão do peito me acolha, me pare. Escrevo à espera de uma salvação… extrema unção que faz parte. Pudesse ser tudo como é Deus em mim. Escrevo pela ânsia de mim. Escrevo pelo que me faz bem. Escrevo para curar o mal… escrevo para me expurgar de mim. Escrevo para ser livre. Escrevo. Porque não sei de nada melhor, a não ser o Próprio Deus vivo em sensação, para me salvar.

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Nas asas de uma borboleta

(E nas pétalas de uma flor que alimenta borboletas)

Há uma lei cósmica que tudo governa

Que faz tudo

O “mundo” está pronto

Se o deixarmos atuar

Sobre o bater das asas de uma borboleta

Deus é aquilo e isto e aqui

E agora

Não há nada para fazer

Há para ser

E para nos deslumbrarmos

O mundo está pronto

Para desfrutarmos dele

Aceitarmos como ele é

<<Aprenderás das pedras e dos bosques o que não poderás ouvir da boca dos mestres

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As flores são borboletas que ainda não voam. Fluir.

Um dia tudo o que tiver de ser será natural como o voo de uma borboleta

Até lá resta-nos florir (as flores são borboletas que ainda não voam)

Florir

Fluir como as flores

Voar como as hélices de um avião encantado

Mesmo que parado no mesmo sítio

Alicerçado

A ganhar azo e voo

Fotografo os lugares com as palavras

E mesmo assim elas mentem

Mas aproximam

Passeio para ter respostas

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Poeta dos rios e dos becos com saída

Quero rebolar e enterrar-me na terra

Poeta dos muros e das borboletas e dos rios

Doa rios secos e dos rios verdejantes

E mesmo os rios secos correm

Porque é função dos rios correr

Escrever acalma-me mesmo que frenética

Consigo ouvir o barulho dos pássaros

Sempre esteve aqui

Eu só não o ouvia

Escrever reconecta-me

Recupera-me as funções vitais

Mesmo que com falta de ar

E a querer ser mais

A querer rebentar o corpo

Salva-me

Faz-me sair de mim

Poeta dos pássaros

E das ruas sem saída

Com saída lá ao fundo

Bem Aqui

Agora

(Pudesse a câmara cheirar como eu cheiro)

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Que a liberdade nos benza

Que nos benza, nos prenda, nos benza de novo. Só quem nunca foi livre não sabe dos conflitos que a liberdade nos provoca… A liberdade de pensar: “e agora?”… “E agora que não tenho valores velhos para me dizerem o que fazer? E agora? A quem recorro?” Agora que Deus não é voz, mas um sentimento. Agora que Deus não é mandamento, mas a própria liberdade de ser e de dizer “O que fizeres está certo, porque o Fazes em amor e o que tu és é Amor”, dando ao que fazemos o único significado possível, o Que Somos. Amor. Quando a verdade do que fazemos não tem nada que ver com a factualidade do que fazemos, mas com o que somos, a Liberdade pode entrar. E ela é agressiva e meiga quando entra. Provoca dissonância e dissabor na mente. Mas ela é o que de mais puro nós podemos ser, ela é a encarnação do próprio Amor. É o Amor em Gente. A única forma de sermos liberdade, Amor. A única forma de sermos Amor, Liberdade.

Abaixo excerto da página #ElasDoAvesso no Facebook e no grupo de educação #ElasDoAvesso e #EscolaDoAtrio:

Que o amor nos benza. Que a liberdade nos sufoque ao ponto de nos rasgarmos por dentro. Rasgarmos valores que não servem, educações gastas que não prestam mais e que pensemos, acima de tudo, pela nossa cabeça.

@elasdoavesso “Sobre o fim do mundo… E o início dele, ou do Um. Do fim das castas e do fim das raças, ao fim dos sexos e dos géneros. E que este novo mundo nos traga o gole radical de sermos livres. E que bebamos desse elixir. O elixir d’Essa maluca que dá medo, #Liberdade.”

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