Do Corpo paralelepipédico e do sexo nas Pick Up

Hoje, eu estava a folhear uma revista dessas novas, ou velhas, sem ponta de humanidade por que se lhe pegue e, por isso, os humanos gostam… gostam, porque gostam de tudo o que os desumaniza, de tudo o que os faz esquecerem-se de quem são, de tudo o que os pinta de uma maneira diferente da que são… de tudo o que os simula, os cola a chumbo colorido de dor e de braços desenhados a barro… gostam, porque os humanos não gostam de quem são… e, por isso, porque para além de não saberem quem são, não são quem são – como podem gostar de quem são e sê-lo, se não sabem quem são, se têm medo de serem quem são? E isso nota-se muito bem no corpo…

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É aqui

Aconteça o que acontecer… faça eu o que fizer, é aqui

Nos livros, na intuição (para dentro) que eu sou feliz

Mesmo que chore, mesmo que me doa

Mesmo que pareça que o meu peite abre, estilhaça Continue reading

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Das Manchetes do Medo e Dos Olhos de Amor

Vamos falar sobre um tema caríssimo à atualidade, pelo menos na semana passada… O Jovem Agredido em Gondomar. 

A notícia onde este texto começou… Depois, muita coisa aconteceu… Não com a notícia, isso não me interessa. Com o texto. Mas isso fica para depois.

Comecemos, pois, com o “jovem agredido”… Desde logo, notando os termos delicadamente escolhidos para falar sobre o jovem, como se falássemos de um vaso, de uma peça de decoração, de um ornamento vão, que se partiu. Continue reading

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