Perdão, Vergílio e Barbies na Descrição

Toda a gente sabe que eu deixei de brincar com barbies bastante cedo e houve momentos em que achei que eram deformadas, por causa dos joelhos e das mamas que fazem lembrar piões de brincar no cimento. Durante 26 anos, tentei esconder quem era e fingir que pensava como os outros. Depois, e de cada vez que me descubro, me ponho ao léu mesmo, percebo que toda a gente pensa bem perto de mim, afinal. Só não mostra. Porque valem mais o “Like” e a sombra do que a leveza de quem São. 

Agora o vídeo.

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E se as crianças quisessem todas ser bailarinas?

Este texto é desencadeado pelo desafio do meu amigo Carlos Rocha, fundador do Economia Social Portugal. O objetivo do Carlos é despertar discussão, capaz de gerar mudança. Para tanto, chamou a incendiária que eu sou para escrever sobre temas que versem preocupações sociais, despoletem reflexão e, quanto a mim, descrença… é disso que o mundo precisa, que deixemos de acreditar nele, no que ele nos conta… este é o primeiro texto produzido no âmbito desta parceria… ele pediu-me um post, mas eu escrevi 2125 palavras… não consegui parar. Quem me conhece, sabe que eu sou uma descontrolada. E depois? Deixo-vos o texto. Conheçam o projeto do Carlos, gostem da página e partilhem! O Carlos é este “moço“. 😉 Obrigada e, se se identificarem, partilhem o texto!

Bom, como começar uma crónica? É a primeira vez que eu escrevo, porque alguém me pede para escrever sobre alguma coisa… então, eu não sei… e bem ao jeito biográfico do “Elas do Avesso”, eu começo por partilhar convosco as minhas inquietações e o início deste texto.

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Do Corpo paralelepipédico e do sexo nas Pick Up

Hoje, eu estava a folhear uma revista dessas novas, ou velhas, sem ponta de humanidade por que se lhe pegue e, por isso, os humanos gostam… gostam, porque gostam de tudo o que os desumaniza, de tudo o que os faz esquecerem-se de quem são, de tudo o que os pinta de uma maneira diferente da que são… de tudo o que os simula, os cola a chumbo colorido de dor e de braços desenhados a barro… gostam, porque os humanos não gostam de quem são… e, por isso, porque para além de não saberem quem são, não são quem são – como podem gostar de quem são e sê-lo, se não sabem quem são, se têm medo de serem quem são? E isso nota-se muito bem no corpo…

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É aqui

Aconteça o que acontecer… faça eu o que fizer, é aqui

Nos livros, na intuição (para dentro) que eu sou feliz

Mesmo que chore, mesmo que me doa

Mesmo que pareça que o meu peite abre, estilhaça Continue reading

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Das Manchetes do Medo e Dos Olhos de Amor

Vamos falar sobre um tema caríssimo à atualidade, pelo menos na semana passada… O Jovem Agredido em Gondomar. 

A notícia onde este texto começou… Depois, muita coisa aconteceu… Não com a notícia, isso não me interessa. Com o texto. Mas isso fica para depois.

Comecemos, pois, com o “jovem agredido”… Desde logo, notando os termos delicadamente escolhidos para falar sobre o jovem, como se falássemos de um vaso, de uma peça de decoração, de um ornamento vão, que se partiu. Continue reading

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