Do que nos salva

(…)

Enquanto o círculo não fechar, vai sempre falhar alguma coisa… faltamos nós, este monumento-carne  de amor que nós somos… gosto, quando recebo mensagens de gratidão pelo livro, pelos vídeos, pelo meu trabalho… gosto de saber que ajudo pessoas… gosto de amar… quem não gosta? Gosto de sentir como sou invencível, como nada me pode fazer mal, quando amo… Continue reading

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Dá-me azulejos e rosas, meu amor

Sento-me aqui… nesta janela inventada, num Porto que não me incomoda, que não faz barulho…

Tenho cuidado…  e escolho criteriosamente o lugar que vai albergar esta cerveja e o meu caderno. Sou quase íntima do Porto, ainda que cidade emprestada aos turistas… é difícil encontrar uma esplanada que não me lembre de casa… que me afaste o suficiente de lá, de casa, aqui… agora.

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Nunca nada me magoou tanto como escrever

Nunca nada me magoou tanto como escrever… e nunca nada eu amei tanto como escrever. Uma vez eu ouvi “vais saber que amas, quanto mais vezes perdoares”… e acho que é isso… por muito que escrever me magoe, entregar isto, esperar, sonhar com fios e pavios de nada… sei que é isso… porque, por muito que me magoe, eu escrevo sempre… eu preciso de escrever… com ou sem aplausos, com ou sem sucesso, com ou sem ouvidos, brutos, sensíveis ou ensurdecidos… o que for, eu preciso de vir aqui, na escrita, resolver a dor do mundo… perdoar-lhe as coroas de sangue que me dá, ou eu me dou…

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Da sabedoria alcalina

Gosto de descobrir que estava errada… gosto de respirar por baixo das superfícies… ir ao fundo… ver as paredes e os fundos enlameados… gosto de já não ter medo de olhar e ver… de já não ter tanto medo, pelo menos… gosto de ser quem eu sou… mesmo, e sobretudo, quando isso assusta, repele, causa estranheza… gosto de despedir o boneco… Continue reading

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É aqui

Aconteça o que acontecer… faça eu o que fizer, é aqui

Nos livros, na intuição (para dentro) que eu sou feliz

Mesmo que chore, mesmo que me doa

Mesmo que pareça que o meu peite abre, estilhaça Continue reading

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