Uma Borboleta Quer Dizer Metamorfose

Hoje, terminámo-nos. Não mais do que isto. Meia dúzia de frases bastarão… ou, porque nada irá chegar, fico-me pela meia dúzia.

Amanhã termino a borboleta que comecei, quando te conheci. Durámos o tempo de uma borboleta. E foi bom. Lembro-me de me dizeres que não querias que eu fosse efémera como uma borboleta… acho que o Universo te fez a vontade ou, no fundo, tu já sabias que eu me ia, quando ela acabasse. Continue reading

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Delito emocional. O Amor e um Berlinde.

Gostava que soubesses que é duro… que eu nunca quis isto para nós… acabo sempre por vir aqui acertar contas com o mundo… dóis-me como bolas de berlinde  a respirar… as bolas com que ainda somos capazes de brincar, mas não servem mais ao propósito… todos nós somos capazes ainda de jogar ao berlinde, isso entretém-nos, mas já não nos serve de nada. E tu dóis-me como uma bola de berlinde… nunca lhes dei muita atenção, mas quando elas apareciam, eu estava disposta a focar, a prender os meus olhos nelas… saber-lhes o dentro, as cores e as formas todas… batia com elas no chão, sem querer…

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E se as crianças quisessem todas ser bailarinas?

Este texto é desencadeado pelo desafio do meu amigo Carlos Rocha, fundador do Economia Social Portugal. O objetivo do Carlos é despertar discussão, capaz de gerar mudança. Para tanto, chamou a incendiária que eu sou para escrever sobre temas que versem preocupações sociais, despoletem reflexão e, quanto a mim, descrença… é disso que o mundo precisa, que deixemos de acreditar nele, no que ele nos conta… este é o primeiro texto produzido no âmbito desta parceria… ele pediu-me um post, mas eu escrevi 2125 palavras… não consegui parar. Quem me conhece, sabe que eu sou uma descontrolada. E depois? Deixo-vos o texto. Conheçam o projeto do Carlos, gostem da página e partilhem! O Carlos é este “moço“. 😉 Obrigada e, se se identificarem, partilhem o texto!

Bom, como começar uma crónica? É a primeira vez que eu escrevo, porque alguém me pede para escrever sobre alguma coisa… então, eu não sei… e bem ao jeito biográfico do “Elas do Avesso”, eu começo por partilhar convosco as minhas inquietações e o início deste texto.

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Anti-parnaso na Cidade

A cidade dói ao entrar… as luzes confundem-se, atropelam-se, fintam-se e fazem-se mal… na cidade tudo cheira a doença, a cinzento… e a gasolina rasga no ar… na cidade, as pessoas vestem-se diferente… simulam a alma, as dores dela e de tudo o que lhes dói… na cidade há quimonos pretos por cima de rendas vermelhas, roupa metálica em pregas pesadas, paralelepípedos abnegados…

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Do Corpo paralelepipédico e do sexo nas Pick Up

Hoje, eu estava a folhear uma revista dessas novas, ou velhas, sem ponta de humanidade por que se lhe pegue e, por isso, os humanos gostam… gostam, porque gostam de tudo o que os desumaniza, de tudo o que os faz esquecerem-se de quem são, de tudo o que os pinta de uma maneira diferente da que são… de tudo o que os simula, os cola a chumbo colorido de dor e de braços desenhados a barro… gostam, porque os humanos não gostam de quem são… e, por isso, porque para além de não saberem quem são, não são quem são – como podem gostar de quem são e sê-lo, se não sabem quem são, se têm medo de serem quem são? E isso nota-se muito bem no corpo…

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A Criança Nova é mais do que Deus e do que os Filósofos todos

O tema desta próxima quinta-feira na Barca FM Rádio é a Criança Nova de Caeiro… mas é a nossa também…

Na próxima quinta-feira, inicio-me e arrisco-me… Falo da criança interior e sobre quão surdos andamos em relação a ela… decreto-a mais do que Deus e do que os filósofos todos e digo assim: “Não há de ser ela mais verdadeira/Que tudo quanto os filósofos pensam/ E tudo quanto as religiões ensinam?”

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Do que nos salva

(…)

Enquanto o círculo não fechar, vai sempre falhar alguma coisa… faltamos nós, este monumento-carne  de amor que nós somos… gosto, quando recebo mensagens de gratidão pelo livro, pelos vídeos, pelo meu trabalho… gosto de saber que ajudo pessoas… gosto de amar… quem não gosta? Gosto de sentir como sou invencível, como nada me pode fazer mal, quando amo… Continue reading

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