Borboleta em Contorção

És um homem otimista… tens fé em mim… isso é bom (estou armada em eufemista e cheia de medo, deve ser isso).

E nada desta conversa simularia gravidade, não fosse a esterilidade deste visor e tudo o que ilusoriamente nos separa… quando te vejo, derreto-me nos teus olhos e tudo o que eu digo é Verdade… sem isto… sem este medo, este terror de perder. Continue reading

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Cartas de Amor a J. e ao mundo que está a Ser I (Ou Diálogos Essenciais entre M. e J.)

Paro deslumbrada, enquanto te escrevo… A sentir o que sinto… pleonasmo necessário de quem quer ir ao Princípio de tudo o que tu és, que nós podemos ser.

O “pica” do autocarro sorriu-me como Quem é cúmplice disto tudo… como Quem faz parte deste Todo… um amor nos olhos que me dá, enquanto me sorri… que não sabe que me está a dar… não sabe que é capaz de dar. Continue reading

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Cartas de Amor a J. II

Só te posso dizer obrigada… Pela evidência ácida de que somos feitos de perdão… De amor absoluto e incondicional.

A invencibilidade de que te falava, pude aceder-lhe hoje… essa certeza de que nada nos pode fazer mal… A certeza de que estou a salvo de tudo… A certeza de que há uma pureza celestial em mim… A certeza de q só tenho de escolher de novo… Outra vez. Amar. Perdoar. Perdoar me a mim… Continue reading

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Eu de mim a mim mesma

Deslumbrei-me…. os olhos tomaram-me os meus olhos… meus, mas não eram meus… ou quem eu sempre fui, mas tive medo… ou fiquei petrificada…  sem me mover durante uns cinco ou sete minutos… tomada pela Verdade… pelo o susto bruto de mim… pelo baque de mim, de quem eu Sou a mim mesma. 7

Os olhos ganharam uma luz própria… assustadora, porque veraz… não havia corpo (nem tempo)… só os olhos; o corpo suportava a luz, a mensagem dos olhos.

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Cartas de Amor a J. I

É qualquer coisa de inevitável… isto… esta vontade de me dar, de me doar… de dar o que eu faço… sento-me para meditar e não consigo… estalam-me os ossos, como se não fosse suposto parar agora… preciso de vir aqui.

(…)

Também não sei o que foi aquilo… Mas acho, sei que estou no meu caminho… Como tu estás no teu. Não sei o que é. Mas sei que é certo.

Foi um encadeamento transcendente de coisas… e, mais uma vez… Não sei o que é, mas sei que foi verdade. Tudo aquilo foi demasiado real. Demasiado evidente… Claro, necessário – de necessidade cósmica, o que tem de ser. Continue reading

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