Sobre “Adeus” de António Lobo Antunes

Hoje, arrastei-me para a secretária para dar uma aula de heteronímia pessoana, mas o tempo atropelou-nos e, antes disso, resolvemos um exame (2013) onde figura esta obra-prima, assinada por António Lobo Antunes… li-o antes da aluna chegar, como que num augúrio qualquer de que ia chorar… no entrelaçado das frases, algo me ia levar para o profundo mistério onírico que é estar vivo. Continue reading

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Uma Borboleta Quer Dizer Metamorfose

Hoje, terminámo-nos. Não mais do que isto. Meia dúzia de frases bastarão… ou, porque nada irá chegar, fico-me pela meia dúzia.

Amanhã termino a borboleta que comecei, quando te conheci. Durámos o tempo de uma borboleta. E foi bom. Lembro-me de me dizeres que não querias que eu fosse efémera como uma borboleta… acho que o Universo te fez a vontade ou, no fundo, tu já sabias que eu me ia, quando ela acabasse. Continue reading

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Carta de Dor de Uma Menina de 14 Anos

Márcia Augusto

 Este texto não está publicado integralmente, nem poderia… um dia, talvez, ele veja a luz das livrarias num livro… por enquanto, ele é meu. Mas porque eu já não sei ser só minha e porque também publicar me cura, fica aqui um excerto muito breve de um total de 3103 palavras.  E começa assim:

Não sei ser livre… sou demasiado cuidadosa, demasiado preocupada com a opinião dos outros para ser livre… estou demasiado ocupada com aquilo que os outros vão pensar sobre mim… e magoo-me. Sujo-me na terra onde nem sequer me permiti rebolar-me. Continue reading

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Dá-me azulejos e rosas, meu amor

Sento-me aqui… nesta janela inventada, num Porto que não me incomoda, que não faz barulho…

Tenho cuidado…  e escolho criteriosamente o lugar que vai albergar esta cerveja e o meu caderno. Sou quase íntima do Porto, ainda que cidade emprestada aos turistas… é difícil encontrar uma esplanada que não me lembre de casa… que me afaste o suficiente de lá, de casa, aqui… agora.

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É aqui

Aconteça o que acontecer… faça eu o que fizer, é aqui

Nos livros, na intuição (para dentro) que eu sou feliz

Mesmo que chore, mesmo que me doa

Mesmo que pareça que o meu peite abre, estilhaça Continue reading

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Faço sempre tudo mal

Faço sempre tudo mal, tudo ao contrário do que deve ser feito… a culpa manda mais do que eu… e eu nem  a conheço… começo e não consigo parar… isto… de dizer tudo o que penso, de dar força à merda que eu penso… e o peito aperta… e eu continuo… como se gostasse de braços cinzentos, afundados na lama cinzenta que engole… Continue reading

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Hoje estou cansada disto tudo

Hoje estou cansada disto tudo… Cansada de meditar… Cansada de perguntar… Cansada de querer fazer tudo certo… Cansada… A sentir-me mal por te querer… A sentir-me frágil… A achar que não devo sentir-me assim… Que não estou a gerir bem as coisas por te querer tanto… Que me vou magoar… Porque sinto a tua falta… Continue reading

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