Cartas de Amor a J. V

Márcia Augusto

Sei que me temes a treva. Sei que corro o risco de nunca mais saber de ti a partir de hoje.

Também sei que te disse coisas duras…Coisas, algumas, que, provavelmente, não são verdade e foram o fel a falar, o fel que tu me provocas.

Porque eu não te sei amar, não sei isto de ficar vulnerável com alguém. Não sei isto de poder sofrer as texturas, a tua pele rugosa na minha a ser. Tenho medo de te amar. Continue reading

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Cartas de Amor a J. IV (as palavras, sempre as palavras)

M. Augusto

Desculpa. Por ser assim… Volátil. Sujeita à intempérie das palavras… àquilo que eu lhes invento… O poder que eu lhes dou… O poder de me destruírem… As palavras, meu amor. E, às vezes, eu não sei se sinto isto tudo… ou se é um capricho de lirismo… um capricho de sentir, de chorar como agora… não sei… Continue reading

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A única tarefa do mundo

Às vezes, eu só quero ser eu a ser… livre… andar no mesmo ritmo que o coração me pede… devagar… ouvir os pássaros a ser… ouvir a vida a ser livre.

Gosto de atravessar a rua para ver as borboletas… gosto de as sentir nos dedos… gosto dos pássaros nos meus ouvidos… gosto de como o meu coração desacelera… acorda com a Terra… de como o meu olhar turva, só porque eu quero, escolho ouvir…

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