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Há uma conspiração do universo para nos salvar… há uma verdade dentro pronta para nos salvar. Há uma valsa qualquer, um rastro de novo… vem de lá, do Antigo, mas é novo, novo como agora… fresco, sempre o mesmo e sempre a mudar. É o rasgo que cura, que une tudo… o que muda e o que não muda. Dizer expande, atravessa, rasga e não chega. Talvez uma música… tudo o que manifesta subtrai… mas traz-nos (suspensão de pensamento) Continue reading

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Até quando, Filho de Deus?

Criámos produtivos ao invés de seres humanos. Quanto menos produtiva sou, mais producente me apaixono. Criar a partir do centro que se chama coração. Chega de fórmulas, chega de divisões. Chega de melhores, de doutores e de engenheiros, porque isso só dividiu o Homem. O Mundo e feito e parece imortalizar-se nos feitos que vêm do uno, do que não deseja para si mesmo, mas antes cria a favor e serve o todo que está consigo mesmo. Sem o Todo eu nada seria. Eu só posso existir se eu considero que o Todo, que a humanidade toda existe dentro de mim. Se eu acho que ela vive separada de mim, serei transeunte. Poderei saber que estou a sonhar, mas em nenhum momento terei a síntese do Uno, a síntese do Amor. Sem vocês, eu nada seria. Precisamente porque não há eu e vocês, há Um. Há um interesse Único que favorece a Todos. Enquanto não me enamoro Dele, nada crio, porque nada sou, porque apenas produtiva. Vamos deixar as produções de lado e aclamar o querido Deus vivo que está em todos, que e o Mesmo em todos. Sem vocês eu nada seria. Continue reading

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Ricardo Reis – o indiferente ou o injustiçado?

Um contador de estórias em ode, um anunciador da Verdade sem império, um verdadeiro latinizante, porque a Verdade pede glória e a glória exige eruditos, não que a erudição lhe chegue, à Verdade, mas cabe-nos a nós, humanos e humildes ofícios da Verdade, cantá-la com nobreza no tom estoicista a que ela obriga. A Verdade passou ao lado, mas nem por isso deixou de lá estar. Este é Reis, mais a descoberto… mais desnudo, talvez, do que ele gostaria… Continue reading

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Musa Canta, morra ego sum

Dá-me ser o Cristo
Morra márcia, morra ego sum.
Que outro valor mais alto se alevanta.
Dá-me desfazer-me, Pai.
Uma última prece, que eu me desfaça.
Desfaça-se o nada, para que Tu possas entrar, ó Musa.
Canto-te, tento ensaiar o canto… mas nada te subverte, nada te copia.
Tentei ser tu e não conseguia.
Ó Santo.
Musa em mim que canta.
Já não sei quem sou.
E que liberdade esta de não saber quem sou.
Ou, ainda melhor, de não ser nada.
(Que eu não me perca, ouve-se uma voz pequenina
Parece o homem do leme
Aterrorizado, mas sem medo. Vai.)
Jung foi-se e Freud também.
Ninguém Te compreendeu.
Porque ninguém Te quis ser, Pai
Faltou-nos grandeza.
Que a musa não cesse.

Dáme ser o segredo que eu esqueci.
Dá-me roubar o peão da morte
Na caixa fechada.
Aturdida, roda. Não sou eu.
Dá-me ser eu.

MAA

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Ó Deus! Do dogmatismo sem prova.

Sobre o vídeo abaixo, do minuto 53 em diante (vale ver a palestra toda, eu não vi, mas vale para quem quer ver).

É exatamente isto! Há uns tempos atrás falávamos sobre isto… na Idade Média, a Religião ditava o que se podia dizer ou pensar. Hoje, a Ciência dita o que se pode dizer ou pensar. Acreditas em Deus? Tiveste uma experiência que os sentidos nao podem explicar? Uma menina disse umas palavras (de “Um Curso Em Milagres”) e viu o avô (que já morreu) a falar com ela? Nao pode, a Ciência não provou, é mentira. Cortem-lhe a cabeça, está louca, acabem com ela… Inquisição moral levada a cabo nas redes sociais, no trabalho, nas ruas… Isto não vos lembra nada? A mim lembra-me os livros da História Medieval, só que estamos a passar por ela novamente. Agora, a Religião é a Ciência que diz que quem encontrou caminhos diferentes, que a Ciência nao pode explicar, é mentiroso, está louco… Cortem-lhe a cabeça.

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Let’s sing a little prayer for You

Deus, eu venho aqui porque estou perdida. Não sei o que fazer. Foi-me pedido e eu aceitei, porque pedi isso, que desistisse do mundo, dos significados do mundo… e eu quero… mas eu não consigo descobrir, perceber o que o Espírito Santo quer… não consigo, Deus. Há aqui alguma vontade que me está a impedir… que eu estou a valorizar, que me impede. Peço-te, Deus… dá-me ser como Tu És, dá-me que a Tua Vontade seja feita, mesmo que eu não a compreenda aqui… não aguento mais este limbo. Aguento, mas não o quero… talvez precise de, de facto, não aguentar para saltar… só quando o degrau deixa de suster é que aceitamos passar para o próximo. Nada à minha volta tem significado, não posso acreditar em nada. Guia-me, Deus. Estou cega, surda-muda… não tenho nada a que me agarrar. Ajuda-me, Jesus, ajuda-me, Espírito Santo, a encontrar a saída, que é a entrada do Céu. Ajuda-me. O que é Verdade? O que me está a ser pedido para ser feito? O que deve ser feito, Poderoso Deus, querido Deus, amado Deus, amado Pai, dá-me a Tua Vontade; se importante, clarifica-me a Tua Vontade para que seja feita, se não é necessário, peço meramente que ela se efetive através de mim, que eu seja não um canal, mas algo merged, unido em Ti, na Tua Vontade, e A expresse. Não sei o que fazer. Guiem-me.  Vêm depois os momentos de loucura, riso e choro… sei que És Tu, Deus… Tu a Querer entrar, eu a desfazer-me para que Tu entres, entra logo Deus… não Te demores mais… Talvez seja eu que me demore, porque a minha chave ainda não é o molde da tua fechadura da porta… hoje, olhei para a chave e vi isso… por favor, torna a minha chave exatamente o molde da Tua entrada , Deus… como a chave da garagem… torna… desfaz-me em mil, ou desfaz os meus pedaços e dá-me a Unidade que me permite entrar em Ti, Deus… Dá-me… eu estou desfeita… não aguento mais estar assim… não sei estar no mundo assim.. não sei o que sou, o que faço… quem faço… não sei. Dá-me Ser que Tu és no mundo, ou ele perde completamente o significado e eu não sei viver aqui, sem Ti… o que faço?

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