Perdão, Vergílio e Barbies na Descrição

Toda a gente sabe que eu deixei de brincar com barbies bastante cedo e houve momentos em que achei que eram deformadas, por causa dos joelhos e das mamas que fazem lembrar piões de brincar no cimento. Durante 26 anos, tentei esconder quem era e fingir que pensava como os outros. Depois, e de cada vez que me descubro, me ponho ao léu mesmo, percebo que toda a gente pensa bem perto de mim, afinal. Só não mostra. Porque valem mais o “Like” e a sombra do que a leveza de quem São. 

Agora o vídeo.

Continue reading

Partilhar
0

Delito emocional. O Amor e um Berlinde.

Gostava que soubesses que é duro… que eu nunca quis isto para nós… acabo sempre por vir aqui acertar contas com o mundo… dóis-me como bolas de berlinde  a respirar… as bolas com que ainda somos capazes de brincar, mas não servem mais ao propósito… todos nós somos capazes ainda de jogar ao berlinde, isso entretém-nos, mas já não nos serve de nada. E tu dóis-me como uma bola de berlinde… nunca lhes dei muita atenção, mas quando elas apareciam, eu estava disposta a focar, a prender os meus olhos nelas… saber-lhes o dentro, as cores e as formas todas… batia com elas no chão, sem querer…

Continue reading

Partilhar
0

Carta de Dor de Uma Menina de 14 Anos

Márcia Augusto

 Este texto não está publicado integralmente, nem poderia… um dia, talvez, ele veja a luz das livrarias num livro… por enquanto, ele é meu. Mas porque eu já não sei ser só minha e porque também publicar me cura, fica aqui um excerto muito breve de um total de 3103 palavras.  E começa assim:

Não sei ser livre… sou demasiado cuidadosa, demasiado preocupada com a opinião dos outros para ser livre… estou demasiado ocupada com aquilo que os outros vão pensar sobre mim… e magoo-me. Sujo-me na terra onde nem sequer me permiti rebolar-me. Continue reading

Partilhar
0

Ode ao Polite (E, por favor, não comecem)

Não me venham com o polite. Não, não me venham com o delicado, o politicamente correto e com tudo o que vocês inventaram para eu fazer… eu não sou assim.

Não me venham dizer que gostam dos jantares da conveniência, do que parece bem  e do que tem de ser, porque é família. Não, não me venham com essa merda.

Continue reading

Partilhar
0

Faço sempre tudo mal

Faço sempre tudo mal, tudo ao contrário do que deve ser feito… a culpa manda mais do que eu… e eu nem  a conheço… começo e não consigo parar… isto… de dizer tudo o que penso, de dar força à merda que eu penso… e o peito aperta… e eu continuo… como se gostasse de braços cinzentos, afundados na lama cinzenta que engole… Continue reading

Partilhar
0

Cartas de Amor a J. VI

M. Augusto

Sei lá… não sei… não me perguntes o que se passa ou por que se passa… Acho que, eventualmente, um dia isto se vai curar… Mas eu devo achar que não tenho de ser feliz no amor… Nas relações amorosas… É como se… Isto não é para mim e eu vou acabar por ficar infeliz outra vez… Fico triste, porque te faço triste… E, um dia, se calhar vais embora…

Porque te gastei o coração.

Continue reading

Partilhar
0