Delito emocional. O Amor e um Berlinde.

Gostava que soubesses que é duro… que eu nunca quis isto para nós… acabo sempre por vir aqui acertar contas com o mundo… dóis-me como bolas de berlinde  a respirar… as bolas com que ainda somos capazes de brincar, mas não servem mais ao propósito… todos nós somos capazes ainda de jogar ao berlinde, isso entretém-nos, mas já não nos serve de nada. E tu dóis-me como uma bola de berlinde… nunca lhes dei muita atenção, mas quando elas apareciam, eu estava disposta a focar, a prender os meus olhos nelas… saber-lhes o dentro, as cores e as formas todas… batia com elas no chão, sem querer…

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A mentira sobre a Crucificação e a Manipulação da “Cruz de Cristo”

Aqui fica o podcast da rubrica «Espaço do Avesso», assegurado por mim, Márcia Augusto, na rádio Barca FM. O jornalisto é o Nuno Cardoso e este tema dá-me sempre um gozo enorme, pelo espectro da tríade Filosofia | Religião | Política aplicada à manipulação das massas. Espero que gostem.  Partilhem, por favor!

E ajudem o meu canal a crescer aqui. Continue reading

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Dá-me azulejos e rosas, meu amor

Sento-me aqui… nesta janela inventada, num Porto que não me incomoda, que não faz barulho…

Tenho cuidado…  e escolho criteriosamente o lugar que vai albergar esta cerveja e o meu caderno. Sou quase íntima do Porto, ainda que cidade emprestada aos turistas… é difícil encontrar uma esplanada que não me lembre de casa… que me afaste o suficiente de lá, de casa, aqui… agora.

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Porque eu também deprimo. E depois?

Eu não escrevo porque tenho histórias… eu escrevo para me salvar… deste barulho infernal que é o silêncio… como se no papel houvesse um “tu” mais digno… mais condescendente comigo e com tudo que eu sinto, que é nada… sei que cedo aos pensamentos que não servem… e ao comandante que me escraviza o lado esquerdo… não tenho razões para estar assim… já sei… mas estou… é uma dor cósmica… quem a tem sabe do que falo… de algo que não é de cá, que me convoca para dentro… Continue reading

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Da sabedoria alcalina

Gosto de descobrir que estava errada… gosto de respirar por baixo das superfícies… ir ao fundo… ver as paredes e os fundos enlameados… gosto de já não ter medo de olhar e ver… de já não ter tanto medo, pelo menos… gosto de ser quem eu sou… mesmo, e sobretudo, quando isso assusta, repele, causa estranheza… gosto de despedir o boneco… Continue reading

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Faço sempre tudo mal

Faço sempre tudo mal, tudo ao contrário do que deve ser feito… a culpa manda mais do que eu… e eu nem  a conheço… começo e não consigo parar… isto… de dizer tudo o que penso, de dar força à merda que eu penso… e o peito aperta… e eu continuo… como se gostasse de braços cinzentos, afundados na lama cinzenta que engole… Continue reading

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