Dá-me azulejos e rosas, meu amor

Sento-me aqui… nesta janela inventada, num Porto que não me incomoda, que não faz barulho…

Tenho cuidado…  e escolho criteriosamente o lugar que vai albergar esta cerveja e o meu caderno. Sou quase íntima do Porto, ainda que cidade emprestada aos turistas… é difícil encontrar uma esplanada que não me lembre de casa… que me afaste o suficiente de lá, de casa, aqui… agora.

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Porque eu também deprimo. E depois?

Eu não escrevo porque tenho histórias… eu escrevo para me salvar… deste barulho infernal que é o silêncio… como se no papel houvesse um “tu” mais digno… mais condescendente comigo e com tudo que eu sinto, que é nada… sei que cedo aos pensamentos que não servem… e ao comandante que me escraviza o lado esquerdo… não tenho razões para estar assim… já sei… mas estou… é uma dor cósmica… quem a tem sabe do que falo… de algo que não é de cá, que me convoca para dentro… Continue reading

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Da sabedoria alcalina

Gosto de descobrir que estava errada… gosto de respirar por baixo das superfícies… ir ao fundo… ver as paredes e os fundos enlameados… gosto de já não ter medo de olhar e ver… de já não ter tanto medo, pelo menos… gosto de ser quem eu sou… mesmo, e sobretudo, quando isso assusta, repele, causa estranheza… gosto de despedir o boneco… Continue reading

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Faço sempre tudo mal

Faço sempre tudo mal, tudo ao contrário do que deve ser feito… a culpa manda mais do que eu… e eu nem  a conheço… começo e não consigo parar… isto… de dizer tudo o que penso, de dar força à merda que eu penso… e o peito aperta… e eu continuo… como se gostasse de braços cinzentos, afundados na lama cinzenta que engole… Continue reading

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Hoje estou cansada disto tudo

Hoje estou cansada disto tudo… Cansada de meditar… Cansada de perguntar… Cansada de querer fazer tudo certo… Cansada… A sentir-me mal por te querer… A sentir-me frágil… A achar que não devo sentir-me assim… Que não estou a gerir bem as coisas por te querer tanto… Que me vou magoar… Porque sinto a tua falta… Continue reading

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Cartas de Amor a J. VI

M. Augusto

Sei lá… não sei… não me perguntes o que se passa ou por que se passa… Acho que, eventualmente, um dia isto se vai curar… Mas eu devo achar que não tenho de ser feliz no amor… Nas relações amorosas… É como se… Isto não é para mim e eu vou acabar por ficar infeliz outra vez… Fico triste, porque te faço triste… E, um dia, se calhar vais embora…

Porque te gastei o coração.

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