Em tudo eu entrei para falhar

Em tudo eu entrei para falhar… nos empregos, no amor… tudo tinha um fim certo.

Escrever foi ou é a única coisa em que eu nunca achei que pudesse falhar (porque na escrita não se falha… na escrita faz-se o que tem de ser feito, aceita-se a criação como ela vem)… que pudesse acabar… com ou sem apoios (?), barulhos ou golpes de asa… eu haveria de escrever sempre, porque isso é a minha (?), a minha banda sonora de filme, a minha hollywood inventada… a minha brincadeira preferida de infância…

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Cartas de Amor a J. e ao mundo que está a Ser I (Ou Diálogos Essenciais entre M. e J.)

Paro deslumbrada, enquanto te escrevo… A sentir o que sinto… pleonasmo necessário de quem quer ir ao Princípio de tudo o que tu és, que nós podemos ser.

O “pica” do autocarro sorriu-me como Quem é cúmplice disto tudo… como Quem faz parte deste Todo… um amor nos olhos que me dá, enquanto me sorri… que não sabe que me está a dar… não sabe que é capaz de dar. Continue reading

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Cartas de Amor a J. II

Só te posso dizer obrigada… Pela evidência ácida de que somos feitos de perdão… De amor absoluto e incondicional.

A invencibilidade de que te falava, pude aceder-lhe hoje… essa certeza de que nada nos pode fazer mal… A certeza de que estou a salvo de tudo… A certeza de que há uma pureza celestial em mim… A certeza de q só tenho de escolher de novo… Outra vez. Amar. Perdoar. Perdoar me a mim… Continue reading

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Eu de mim a mim mesma

Deslumbrei-me…. os olhos tomaram-me os meus olhos… meus, mas não eram meus… ou quem eu sempre fui, mas tive medo… ou fiquei petrificada…  sem me mover durante uns cinco ou sete minutos… tomada pela Verdade… pelo o susto bruto de mim… pelo baque de mim, de quem eu Sou a mim mesma. 7

Os olhos ganharam uma luz própria… assustadora, porque veraz… não havia corpo (nem tempo)… só os olhos; o corpo suportava a luz, a mensagem dos olhos.

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A L.

Escrevo-te no fumo e nos olhos que me deixaste, para conservar o calor de nós os dois, L.

Não te dei os olhos… eu sei que te fugi com os olhos, L. Não porque não te queria. Na verdade, esta noite eu só te quis, L.

Inventei os teus braços nas minhas ancas e cantei para ti. Ouviste?

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PREÂMBULO (DO QUE É) ORIGINAL

Saudades de estar. Saudades de corpo, de sentir gente… de olhos que me lembrem, lembrem de Casa… de pessoas que me lembram de sorrir, ou que me fazem sorrir, só de pensar nelas, quando Estou.

Saudades de prestar reverência à vida… o mínimo que lhe posso prestar.

Saudades de sorrir com os olhos, as têmporas e a pele rasgada a fazer-me una com tudo, como uma pele que quer sair para se unir com o resto que eu não vejo… sorrir a desconhecidos ou receber os olhos deles… que são tão meus, tão Eu, tão no Todo, na viagem.

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Que Deus me livre

Não me posso comprometer com ninguém, não consigo, não posso, não tenho como. Mas, sobretudo, não quero.

Não posso comprometer-me com uma causa particular, específica, que me aparta, que me separa, que me priva. Não posso. Eu sou comprometida, sou noiva, sou mulher prometida do Todo, do Uno qualquer que é tudo, que me envolve, que me abraça, que dá colo… 
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É difícil amar

É difícil amar quando o mundo é isto… deve ser isso que tenho para aprender hoje… que é difícil… está um barulho infernal, num eco de catacumba…
É difícil amar quando o mundo é isto, quando o mundo sabe a terra e ao fel das coisas…
Amar quando tudo está bem é fácil – a verdade é que, agora que transcrevo isto, nunca deixou de estar (no que é lógico e suposto que esteja, nos olhos do chão)… mas isso não é amar… é só criança contente, conivente com os “sins” da vida… amar é quando tudo é este barulho… os 7 euros do metro, a chuva, os pés molhados… é difícil amar assim… e é só assim que se ama… que se aprende, que se sabe que se ama… mesmo quando os olhos demoram a molhar… Continue reading

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Agora que eu não sei (e isto não é sobre literatura)

Tenho uma obsessão por liberdade. E eu sei, eu sei que, às vezes, não fiz o que a minha mãe queria para mim… não lhe dei o coração sossegado que qualquer mãe quer. Também não fui certa e mudei de emprego muitas vezes… fui viver no fim do interior de Portugal, porque sim… porque precisava de não ouvir carros… e de não ver mais as mesmas pessoas… eu sei que não avisei ninguém e que o meu namorado soube que eu ia embora 2 dias antes… também sei que o meu namorado seguinte não quis muitas coisas que eu fiz, que eu precisei de fazer para ser…

Eu não pertencia a ninguém… eu só era de tudo, num todo qualquer que me abraça, que me quer e que não me deixa ficar para sempre em lado nenhum. Acho que… porque eu não sou de cá… não sei… estou numa viagem.
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