Do lugar onde eu não preciso de asas

Às vezes, fico com saudades de casa… quero voltar… como se soubesse que o meu lugar não é cá… que eu não sou de cá… fico com saudades de quem eu sou… a paz que eu sou onde não há mundo… isto que é o mundo a magoar-me, isto que eu deixo fazer-me esquecer de quem eu Sou… porque eu não sou isto… estas lágrimas… esta dor que me dilacera… esta faca… este metálico fatal que me parte ao meio… como se eu fosse duas… isto que me dói nos olhos… no corpo a ser…

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A única tarefa do mundo

Às vezes, eu só quero ser eu a ser… livre… andar no mesmo ritmo que o coração me pede… devagar… ouvir os pássaros a ser… ouvir a vida a ser livre.

Gosto de atravessar a rua para ver as borboletas… gosto de as sentir nos dedos… gosto dos pássaros nos meus ouvidos… gosto de como o meu coração desacelera… acorda com a Terra… de como o meu olhar turva, só porque eu quero, escolho ouvir…

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Em tudo eu entrei para falhar

Em tudo eu entrei para falhar… nos empregos, no amor… tudo tinha um fim certo.

Escrever foi ou é a única coisa em que eu nunca achei que pudesse falhar (porque na escrita não se falha… na escrita faz-se o que tem de ser feito, aceita-se a criação como ela vem)… que pudesse acabar… com ou sem apoios (?), barulhos ou golpes de asa… eu haveria de escrever sempre, porque isso é a minha (?), a minha banda sonora de filme, a minha hollywood inventada… a minha brincadeira preferida de infância…

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Cartas de Amor a J. e ao mundo que está a Ser I (Ou Diálogos Essenciais entre M. e J.)

Paro deslumbrada, enquanto te escrevo… A sentir o que sinto… pleonasmo necessário de quem quer ir ao Princípio de tudo o que tu és, que nós podemos ser.

O “pica” do autocarro sorriu-me como Quem é cúmplice disto tudo… como Quem faz parte deste Todo… um amor nos olhos que me dá, enquanto me sorri… que não sabe que me está a dar… não sabe que é capaz de dar. Continue reading

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