Em tudo eu entrei para falhar

Em tudo eu entrei para falhar… nos empregos, no amor… tudo tinha um fim certo.

Escrever foi ou é a única coisa em que eu nunca achei que pudesse falhar (porque na escrita não se falha… na escrita faz-se o que tem de ser feito, aceita-se a criação como ela vem)… que pudesse acabar… com ou sem apoios (?), barulhos ou golpes de asa… eu haveria de escrever sempre, porque isso é a minha (?), a minha banda sonora de filme, a minha hollywood inventada… a minha brincadeira preferida de infância…

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A L.

Escrevo-te no fumo e nos olhos que me deixaste, para conservar o calor de nós os dois, L.

Não te dei os olhos… eu sei que te fugi com os olhos, L. Não porque não te queria. Na verdade, esta noite eu só te quis, L.

Inventei os teus braços nas minhas ancas e cantei para ti. Ouviste?

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Sobre me ser

Tenho sempre um apelo natural pela água… vejo água e os meus olhos querem entrar. O meu corpo todo quer entrar, porque os olhos não chegam para ver tanto… para ser tanto como eu sou, quando vejo água.

E o sol é como constelações desenhadas, numa impressão celeste, quase real.. estrelas a ditar a valsa dos meus olhos, prontas a impressionar-me, impacientes para serem notadas… como se precisassem. Continue reading

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O amor não tem glamour

O amor não é um rendado a esconder o medo… o medo de sermos feios ou de não sermos bonitos o suficiente quando despidos. O amor também não é sem roupa. Nem sabe o que isso é… isso… o medo de sermos feios, frios, descolorados e quebrados, nos vidros que ninguém vê e que nós achamos que há. Não há. Não há quebra possível em nós. Continue reading

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Mulheres, Masturbação e Latim

Hoje vamos falar de um tema que é caro às mulheres. Às mulheres todas.

E, se me faltar o lirismo, perdoem-me, porque eu vou chamar as coisas pelos nomes.

Escrevo com Bach, na tentativa de amenizar as coisas. Amenizar porquê? Que tique ocidental, este de fazer parecer as coisas mais “clarinhas”, mais azul-bebé (há azul de bebé e azul de adulto?)… Essa coisa de simular uma realidade abaixo da realidade… mais “desenhadinha”, mais barbie, mais videoclip, mais… Mais qualquer coisa que não os ofenda. Tudo ofende os ocidentais. E os islâmicos é que são umas bestas (?). Mas isso fica para outra altura. Continue reading

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