Do medo

O meu maior medo é o de morrer sem saber quem sou. Já quis dinheiro, já quis fama… Às vezes, ainda me iludo… Mas sei que a única empresa que não posso falhar é a de conhecer-me. A de saber o génio que me veio habitar, que vai viver para sempre, além do corpo. É disso que tenho medo,  de não o conhecer.

P. S. Sei que estão habituados a algo mais longo… Mas estou a ler e surgiu-me isto… Temi que não fosse perceber depois o que escrevi, que tão-pouco fosse continuar o texto… Já perdi tanta mensagem assim, que preferi colocá-la aqui. 🤗 

Um beijo, 

Márcia 

#reflexoes

#elasdoavesso

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Quedas elétricas e bossa púrpura

Está frio. O Porto começa a pintar-se de cinzento, do cinzento que ele, às vezes, também é, nas paredes, no ar e nas pedras.

É o vento agora que escolhe as páginas que leio, no livro que deixo na mesa, enquanto escrevo e o vinho dança elétrico, impaciente, na bossa da caneta que nos conta. E há brilhos improváveis no púrpura velho, que se mistura agora com o vidro, o batom e a “anima” das coisas. 

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Do corpo e do que É II

Sao momentos em que eu só posso chorar, pôr o coração ao ar, trazê-lo para fora e apontar-lhe o novo mundo. Ou o mundo novo sem ser. O mundo que sempre foi e eu só não via. É por isso que vale a pena. Valem as lágrimas, as incertezas e as mochilas que deixámos. A cada viagem. A cada mochila que largámos antes de voar. É quando o mundo é (e nós não temos outro remédio que não ser com ele). Mais um bocadinho. Mais nós todos dentro. Continue reading

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Mesmo quando eu não disse

Quando é tudo assim, tão bonito, eu fico com medo de falar.

As palavras não sabem dizer isto. Por muito que o Amo-te exista. Quando o mundo é a Verdade absoluta, as palavras só podem falhar. Porque as palavras são vaidosas. São simuladas e sempre vão querer roubar uma beleza que não é delas. Não pode Ser. Porque elas só podem intelectualizar o que é. É por isso que quando a Verdade é, eu tenho medo de escrever. Continue reading

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