Do lugar onde eu não preciso de asas

Às vezes, fico com saudades de casa… quero voltar… como se soubesse que o meu lugar não é cá… que eu não sou de cá… fico com saudades de quem eu sou… a paz que eu sou onde não há mundo… isto que é o mundo a magoar-me, isto que eu deixo fazer-me esquecer de quem eu Sou… porque eu não sou isto… estas lágrimas… esta dor que me dilacera… esta faca… este metálico fatal que me parte ao meio… como se eu fosse duas… isto que me dói nos olhos… no corpo a ser…

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A única tarefa do mundo

Às vezes, eu só quero ser eu a ser… livre… andar no mesmo ritmo que o coração me pede… devagar… ouvir os pássaros a ser… ouvir a vida a ser livre.

Gosto de atravessar a rua para ver as borboletas… gosto de as sentir nos dedos… gosto dos pássaros nos meus ouvidos… gosto de como o meu coração desacelera… acorda com a Terra… de como o meu olhar turva, só porque eu quero, escolho ouvir…

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Borboleta em Contorção

És um homem otimista… tens fé em mim… isso é bom (estou armada em eufemista e cheia de medo, deve ser isso).

E nada desta conversa simularia gravidade, não fosse a esterilidade deste visor e tudo o que ilusoriamente nos separa… quando te vejo, derreto-me nos teus olhos e tudo o que eu digo é Verdade… sem isto… sem este medo, este terror de perder. Continue reading

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Devo Ser Tanto

Agora faço as coisas como me apetece… não estudo porque tenho de estudar… não leio porque tenho de ler… porque é suposto…

Sou mais livre… troco Kant por Pessoa, mesmo que amanhã tenha exame…ou deixo tudo e medito, sentada no mundo… ou vou escrever… ou troco isso tudo pelo deslumbramento próprio a ouvir poemas no Youtube… enquanto penso nele, o invento… e depois?

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PREÂMBULO (DO QUE É) ORIGINAL

Saudades de estar. Saudades de corpo, de sentir gente… de olhos que me lembrem, lembrem de Casa… de pessoas que me lembram de sorrir, ou que me fazem sorrir, só de pensar nelas, quando Estou.

Saudades de prestar reverência à vida… o mínimo que lhe posso prestar.

Saudades de sorrir com os olhos, as têmporas e a pele rasgada a fazer-me una com tudo, como uma pele que quer sair para se unir com o resto que eu não vejo… sorrir a desconhecidos ou receber os olhos deles… que são tão meus, tão Eu, tão no Todo, na viagem.

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