Faço sempre tudo mal

Faço sempre tudo mal, tudo ao contrário do que deve ser feito… a culpa manda mais do que eu… e eu nem  a conheço… começo e não consigo parar… isto… de dizer tudo o que penso, de dar força à merda que eu penso… e o peito aperta… e eu continuo… como se gostasse de braços cinzentos, afundados na lama cinzenta que engole… Continue reading

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Cartas de Amor a J. IV (as palavras, sempre as palavras)

M. Augusto

Desculpa. Por ser assim… Volátil. Sujeita à intempérie das palavras… àquilo que eu lhes invento… O poder que eu lhes dou… O poder de me destruírem… As palavras, meu amor. E, às vezes, eu não sei se sinto isto tudo… ou se é um capricho de lirismo… um capricho de sentir, de chorar como agora… não sei… Continue reading

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Do lugar onde eu não preciso de asas

Às vezes, fico com saudades de casa… quero voltar… como se soubesse que o meu lugar não é cá… que eu não sou de cá… fico com saudades de quem eu sou… a paz que eu sou onde não há mundo… isto que é o mundo a magoar-me, isto que eu deixo fazer-me esquecer de quem eu Sou… porque eu não sou isto… estas lágrimas… esta dor que me dilacera… esta faca… este metálico fatal que me parte ao meio… como se eu fosse duas… isto que me dói nos olhos… no corpo a ser…

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