Ao Sexo e A’ “O Banquete” – Uma aproximação ao que é Orgasmo

No seguimento do poema “A Poesia é Buraco”:

(Do “Orgasmo”; origem da palavra:

 

Do grego orgaein / orgasmos, que significa “inchar”, “intumescer” ou “plenitude”.

A palavra orgasmo se originou inicialmente a partir do idioma grego (ὀργασμός), que pode ser traduzido como “inchaço” ou “plenitude”.

De acordo com alguns etimologistas, o termo grego teria origem da raiz indo-europeia -werg, que pode ser traduzido como “trabalho”.

A partir da forma gráfica do latim moderno orgasmus, este termo teria aparecido na língua portuguesa pela primeira vez atribuído ao sentido de “clímax sexual”.

Atualmente, o significado comum atribuído a este termo está relacionado com o grau mais alto de satisfação sexual, quando atinge o clímax das sensações provocadas pelo sexo.

De: A Origem da Palavra

Vale a pena refletir sobre o que significa a palavra e sobre o grau de evolução… afinal, o que é orgasmo? Intumescer, plenitude… ocorrem apenas num momento ou durante? O que é durante? É o pleno a acontecer.

O que é um momento em que algo acontece? É sair do durante, é isolar o prazer, é assumir que há uma ponto maior do que do o que é agora… e pode isso acontecer a não ser no ponto de comparação das nossas mentes? Pode um ponto ser maior do que outro sem que a mente compare? E o que é a mente? Que julgador ou juízo fidedigno é a mente? Acaso não nos temos vindo todas durante mais tempo, mas a mente definiu que só o que é aquilo que ocorre naquele momento, que ela aglomera com pontos e semelhanças, é orgasmo? Acaso não seríamos todos mais felizes se o orgasmo fosse algo plenamente (e pleno) a acontecer no decorrer do tempo, agora, sem momento definido, parado ou segmentado? E o que é a vida da mente (vida vivida na mente) senão um orgasmo adiado? O momento da plenitude que virá que nunca vem como “deve ser”, “quanto deve ser” ou “quando deve ser”? Acaso é o sexo que está errado ou é a forma separada como o olhamos? É o orgasmo que custa a vir, arrancado, ou somos nós, é a nós, que nos custa a Vir? Vir à vida, vir ao agora, estar no Agora? Acaso o orgasmo é diferente da vida? E se não houvesse um ponto a acontecer na vida (algo futuro a atingir)? Não seria ela mais feliz?

Estar no agora no sexo é o mesmo que estar na vida no sexo ou no agora da vida. Não há separação de momentos… há vida e há só uma forma de estar nela – agora. O sexo é uma forma de lidar com isso, porque ele ensina-nos que O Que Liga e o Que está/é agora é perfeito. Todos sabemos o que acontece quando julgamos o que está a acontecer no momento/durante o sexo. É julgamento. Quantos cortes de tesão houve por julgamentos, quantas “fodas” inacabadas e, na vida, quantas vidas por acontecer? Porque se julga?

Gosto de sexo, de falar no sexo enquanto parábola, porque ele me ensina a  vida.

(O sexo enquanto metáfora explica tudo)

Sexo, segundo os teóricos, na origem da palavra significa “seccare”, que é “dividir”, “cortar”, separar entre macho e fêmea. Ora, isso pode ocorrer para sexo-género, mas não para o que realmente acontece, que é o que liga. Vale a pena ler sobre a visão do amor, e do próprio “sexo”, em “O Banquete”, de Platão. Podem ler uma resenha aqui ou a própria obra aqui.

Márcia Aires Augusto

Fonte: https://images.app.goo.gl/ab1g2pyPc8K1QWtVA

Poesia come-me

Poesia é um infinito na minha barriga

E nas minhas pernas também

Poesia é luz

Poesia é dança

Poesia

Poesia faz coisas comigo que mais ninguém faz

Poesia anula-me o julgamento

Poesia come-me por dentro

Mete-me de quatro e pede-me bis

Com pureza

Com suavidade

Bate-me nas pernas

Balança-me as ancas

E diz-me “dá-me mais”

Com doçura

Com arme no peito

Poesia é luz

«Poesia

#ElasDoAvesso #PoesiaComeMe

Há uma forma de dizer Poesia

8/7/2019

Sempre que me perguntarem “porquê poetisa?”…

Poeta é atroz

Poeta é duro

Poetisa é mulher

É forma de dizer suave

Escorrer a realidade

Como a verdade de uma vagina a escorrer

Ora, se o homem escorre sexo de forma diferente

Porque raio poesia tem de ser escorrida de forma igual?

A mulher e o homem têm formas diferentes amar

No fim, e no meio, e no sem-tempo

Amam todos da mesma forma

Mas na forma, tudo muda

E o que muda deve ser respeitado

Muda porque se adapta

Muda para fotografar e captar uma realidade de cima

Poeta?

Não me venham com merdas por favor

Há uma forma de dizer poesia

Essa forma é a da mulher

O homem também sabe

Mas a mulher diz diferente

Fala baixinho e com doçura

Fala duro e com suavidade

Fala e faz beicinho na voz

Dura, permanece, segura

A voz da mulher não é oca

A voz da mulher fala para dentro

O falo é a sociedade

A voz da mulher fala

Não me deixem falar como um homem

«Tem coisas que só a mulher sabe dizer (Mariana Aydar (23:06), Cantora e Compositora)

«Poeta? Poetisa por favor

#ElasDoAvesso #HaUmAFormaDeDizerPoesia

Poesia é buraco

8/7/2019

Como e deixo a meio porque a poesia me satisfaz

A poesia é alimento

A poesia é forma

E é espírito também

Um prato de comida?

Poesia, por favor

 

«Poesia é buraco

Sem fundo, que corre para dentro e desfaz

Satisfaz o gozo

Orgasmo da alma

O que dura para sempre?

Poesia, por favor

#ElasDoAvesso

 

(Do “Orgasmo”; origem da palavra:

 

Do grego orgaein / orgasmos, que significa “inchar”, “intumescer” ou “plenitude”.

A palavra orgasmo se originou inicialmente a partir do idioma grego (ὀργασμός), que pode ser traduzido como “inchaço” ou “plenitude”.

De acordo com alguns etimologistas, o termo grego teria origem da raiz indo-europeia -werg, que pode ser traduzido como “trabalho”.

A partir da forma gráfica do latim moderno orgasmus, este termo teria aparecido na língua portuguesa pela primeira vez atribuído ao sentido de “clímax sexual”.

Atualmente, o significado comum atribuído a este termo está relacionado com o grau mais alto de satisfação sexual, quando atinge o clímax das sensações provocadas pelo sexo.

De: A Origem da Palavra

Vale a pena refletir sobre o que significa a palavra e sobre o grau de evolução… afinal, o que é orgasmo? Intumescer, plenitude… ocorrem apenas num momento ou durante? O que é durante? É o pleno a acontecer.

O que é um momento em que algo acontece? É sair do durante, é isolar o prazer, é assumir que há uma ponto maior do que do o que é agora… e pode isso acontecer a não ser no ponto de comparação das nossas mentes? Pode um ponto ser maior do que outro sem que a mente compare? E o que é a mente? Que julgador ou juízo fidedigno é a mente? Acaso não nos temos vindo todas durante mais tempo, mas a mente definiu que só o que é aquilo que ocorre naquele momento, que ela aglomera com pontos e semelhanças, é orgasmo? Acaso não seríamos todos mais felizes se o orgasmo fosse algo plenamente (e pleno) a acontecer no decorrer do tempo, agora, sem momento definido, parado ou segmentado? E o que é a vida da mente (vida vivida na mente) senão um orgasmo adiado? O momento da plenitude que virá que nunca vem como “deve ser”, “quanto deve ser” ou “quando deve ser”? Acaso é o sexo que está errado ou é a forma separada como o olhamos? É o orgasmo que custa a vir, arrancado, ou somos nós, é a nós, que nos custa a Vir? Vir à vida, vir ao agora, estar no Agora? Acaso o orgasmo é diferente da vida? E se não houvesse um ponto a acontecer na vida (algo futuro a atingir)? Não seria ela mais feliz?

Estar no agora no sexo é o mesmo que estar na vida no sexo ou no agora da vida. Não há separação de momentos… há vida e há só uma forma de estar nela – agora. O sexo é uma forma de lidar com isso, porque ele ensina-nos que O Que Liga e o Que está/é agora é perfeito. Todos sabemos o que acontece quando julgamos o que está a acontecer no momento/durante o sexo. É julgamento. Quantos cortes de tesão houve por julgamentos, quantas “fodas” inacabadas e, na vida, quantas vidas por acontecer? Porque se julga?

Gosto de sexo, de falar no sexo enquanto parábola, porque ele me ensina a  vida.

(O sexo enquanto metáfora explica tudo)

Sexo, segundo os teóricos, na origem da palavra significa “seccare”, que é “dividir”, “cortar”, separar entre macho e fêmea. Ora, isso pode ocorrer para sexo-género, mas não para o que realmente acontece, que é o que liga. Vale a pena ler sobre a visão do amor, e do próprio “sexo”, em “O Banquete”, de Platão. Podem ler uma resenha aqui ou a própria obra aqui.

Márcia Aires Augusto

Há uma forma de dizer Poesia

Sempre que me perguntarem “porquê poetisa?”…

Poeta é atroz

Poeta é duro

Poetisa é mulher

É forma de dizer suave

Escorrer a realidade

Como a verdade de uma vagina a escorrer

Ora, se o homem escorre sexo de forma diferente

Porque raio poesia tem de ser escorrida de forma igual?

A mulher e o homem têm formas diferentes amar

No fim, e no meio, e no sem-tempo

Amam todos da mesma forma

Mas na forma, tudo muda

E o que muda deve ser respeitado

Muda porque se adapta

Muda para fotografar e captar uma realidade de cima

Poeta?

Não me venham com merdas por favor

Há uma forma de dizer poesia

Essa forma é a da mulher

O homem também sabe

Mas a mulher diz diferente

Fala baixinho e com doçura

Fala duro e com suavidade

Fala e faz beicinho na voz

Dura, permanece, segura

A voz da mulher não é oca

A voz da mulher fala para dentro

O falo é a sociedade

A voz da mulher fala

Não me deixem falar como um homem

«Tem coisas que só a mulher sabe dizer (Mariana Aydar, Cantora e Compositora)

«Poeta? Poetisa por favor

#ElasDoAvesso

Márcia Augusto

Imagem (fonte): https://www.elo7.com.br/aplique-em-eva-com-glitter-pernas-para-o-ar-6cm/dp/C25B7E

Imagem (fonte): https://www.elo7.com.br/aplique-em-eva-com-glitter-pernas-para-o-ar-6cm/dp/C25B7E

 

A poesia é o meu oráculo

(…)

O que é que eu ouço dentro?

Escrever acalma-me… cala-me as vozes para que Outro Senhor me fale

Me comande e me diga

Só que em Voz feminina

Escrever é o unir dos mundos

É o céu e a Terra

Ele dita

Ela escreve

Porquê procurar fora?

Porque temos medo de estar errados

A minha verdade sempre foi errada

(…)

 

A poesia é um novelo que se desenlaça para mim

Está lá tudo

Papiro de mim

É só querer ouvir

Escrever é o mais certo que tenho de mim

Eu a ser

Ela conta-me Ceres

E coisas a ser

Eu a ser

E os segredos

Os segredos do ar

E da terra para mim

Será para sempre, para sempre poesia

#ElasDoAvesso

(Márcia Aires Augusto)

 

#EladoAvesso #QueimarOMapa

#EladoAvesso #QueimarOMapa

Porque busco? #ErrarOMapa #QueimaOMapa

6/7/2019

Porque procurei/procuro validação/aprovação fora?

Talvez porque tenha medo das minhas certezas

Do que ouço por dentro

(o meu lanche é uma tijela e um computador)

Como pouco para que Ela possa passar

Na verdade, como pouco porque Ela me chega

E a música a furar os corredores

A encontrar-me

Isto que eu sou agora

Isto que eu nunca pude deixar de ser

Soube quem era o meu marido desde a primeira vez em que falei com ele ao telefone

Sei desde pequena o que quero

Falar e escrever

O que vier depois disso é de Deus

Tento caber no mundo

Sou senhoria e sou senhoril

Sou grande e sou pequena ao mesmo tempo

Adoro experimentar roupa de gente grande ao espelho

Desde pequena

Desenho os seios num soutien inventado desde os meus 6 anos

Ser mulher era um fa(rd)cto a consumar (agora)

Mas era uma alegria também (no início)

Uma liberdade de ser no feminino

Ser

Depressa me perdi (ou me encontrei?)

Em supermercados e cursos que não eram para mim

Camas que não eram minhas e tudo fez parte

Errar o mapa faz parte

Encontrar o norte também

É por isso que

Bússola

«Bússola

Elas do Avesso, Márcia Aires Augusto

A liberdade de ser Mulher

Esta mulher sempre me inspira.

A liberdade de ser mulher, a liberdade de ser buraco e de ter um falo também.

A liberdade de ser frágil e de dar filhos, a liberdade de me apaixonar e, sim, querer ser de alguém… não de posse… mas como uma árvore que abanca as suas raizes no feminino da Terra e na comoção divertida do Sol, que o Sol sempre nos provoca… a liberdade de ser mulher… a liberdade de ser frágil, de gostar de um colo… de ser independente onde mais nenhuma independência se cria, no coração… a de ser independente amando loucamente a vida e um homem. A de ser independente mesmo que acreditando no eterno… aceitando e amando não a impermanência, mas o imutável no impermanente. A liberdade de querer ter filhos, de trabalhar menos e de cuidar da casa. A liberdade de me dedicar aos estudos e à arte. A liberdade de não querer ter uma carreira, mas um rumo… um sonho. A mocidade sempre me inspira… a continuar-me. Tenho uma adolescente que não morre. Que sonha com a vida todos os dias. Que quer ser “mãis”… que quer tudo o que puder levar… (que quer ser tudo o que já é dentro de Si) que já não acredita no modelo feminista gasto, da independência da solitude e do meio… das camas vazias e dos copos cheios… da liberdade de ser mãe, mulher, amiga, parceira, útero… da preparadora de pequenos-almoços e da regadora de plantas… da semeadora de vida… a liberdade de ser (…).

Os segredos não se contam, escrevem-se nos livros… a informação nos livros nunca deixou de ser segredo, porque é lida pelo coração. os blogues são rudes, são suportes ainda… ainda mecanizados e controlados pelas massas. É por isso que não se escreve tudo. E que se sonha, sem dizer.

#QuemEncontrarUmSonhoQueSonhou

“Contar um sonho é proibido” (Madredeus)

Há uma poesia-música que cura

Há uma música que endireita o coração

Uma música que alisa as costuras

Que me devolve ereta e em fios de brilhante

A coluna vertebral

Há uma música que sobe

E que diz

Não queiras mais os caminhos que não são para ti

Há uma música que sobe

Que nos leva connosco

Que nos faz subir com ela

Há uma música do óbvio

Do que não é óbvio

Nos ouvidos

Há uma música que sobe

Há uma música de amor

Há uma música clássica

De tempos antigos

Que me recorda

Me acorda

Me relembra quem eu sou

Há uma música que toca

Talvez dentro de mim para a ouvir agora

Há uma música que toca

E  que cega para o mundo

Uma música que pinta os olhos no meu coração

Há uma música que toca

Que não quer saber do mundo

Que me faz ser invencível mesmo que vulnerável

Há uma verdade que toca

Uma música invencível

De tempos antigos

Que não trava batalhas que simplesmente É

Há uma música que toca

 

(e sou eu de novo, a bailar com a cabeça… de sereias e sorrisos na boca… e porque não…. Uma sereia na cabeça… sereia do mar… cauda inventada… que rastejava na terra… eu sou… talvez eu possa sorrir assim… talvez eu seja esta que chora e sorri ao mesmo tempo. Inabalável e independentemente da mente. A escrita passa independentemente do que eu penso. É por isso que ela é a minha cura. Não há meditação que me toque como a minha música… Poesia a dançar… na caixa de música de um Mozart sempre recuperado. Talvez eu esteja bem. Talvez eu nunca tenha ficado partida, só ouvia a voz errada. Talvez eu tenha estado sempre aqui. Talvez.)

Talvez eu esteja curada

#ElasDoAvesso

#VlogForPoetry <3

A estranha decisão de Ser Amor Connosco

29/07/19
“Quero-me de volta. É só isso que eu quero. A mim. De novo. A ser feliz. A rodar e a dançar. A ser eu livre e nua nas estradas. Como era eu agora e no princípio ou agora e sempre. Que importam as voltas do tempo? Quero-me a ser eu. São estes os meus votos para este novo ano, para esta nova vida que se inicia. Quero ser eu. Livre de handicaps. Livre da mente, livre do que eu acho que tenho de ser, livre das minhas imposições morais, que confundi com a verdade… livre de mim. Do little me. Livre.
Quero ser eu, nua e sambar pelas estradas, Continue reading