Era uma vez uma História que começou do lado do fim

às vezes, eu quero ter 50 anos
ser velha outra vez
saber tudo de novo
não me deixar enganar
não me deixar enganar pelas coisas
pelas coisas da vida
pela minha mente
as vezes, eu quero ser Velha
para não ter de passar pelo engano
não me deslumbrar
mas também penso que se eu fosse velha eu não me enganaria
e a vida deixaria de ser suspense astúcia
se eu fosse velha saberia tudo
sou como uma adolescente a pedir pelos 18
mas pensando bem
depois dos 18 as coisas não foram assim tão boas
talvez o melhor seja agora
nesta cadeira
neste espaço
se soubessem que não há cadeira nenhuma
só uma montra
uma cama
uma mochila
e eu do lado de fora

tudo fora tudo dentro
sei lá eu o que digo

#dentroEForaSãoOMesmo

Penso que ter de ser enganada é um tédio

Tudo de novo outra vez

Mas talvez não tenha de ser assim

Eu de novo e os poetas

Ouvir (me) mais

Ler-Me mais

Está Lá (de um miraculoso Lá que Me contém) tudo

Está tudo Lá

Talvez eu me ouça

Talvez desta vez

Tal vez

Era uma vez

Uma história que começou ao contrário

#ElasDoAvesso

Dobras no pescoço

eu quero a liberdade do reflexo das letras num braço
quero a pele negra
e uma dobra no pescoço
quero ser eu
a certeza de que sou eu
e um dedo a bater no vidro
o contorno perfeito de uma orelha
e uma vida nova pela frente
a surpresa e o deja vu da liberdade de uma trança no negro do vestido que é o teu cabelo
e dos lábios que prometem vida
preta
eu e uma criança num autocarro
somos um
a dobra da cor
a liberdade da cor
eu de novo
a poesia faz por mim o que mais ninguém faz
poesia é Deus em forma
natureza e uma pena no chão
liberdade e poesia
eu e uma muleta que é salva
uns lábios cerrados a parar o autocarro
tudo é poesia quando sou verdade
estado líquido do ser
porque me dispo, meu amor ?
porque é na brisa e na liberdade do ser que eu posso ser quem sou
na voz da minha alma e do coração para sempre
OVNIs nos olhos
poesia no coração

#elasDoAvesso

#EuSouCarruagem e Sou Cinderela também

Video Experiments – #PoesiaDeDeclame

Lyrics:

Água

Sempre a água e as sereias

Fenómeno da libertação

Peixes e escamas

«amor

União dos mundos

«libertação

«depois do retiro

 

Gosto de frases que significam

E eu não as percebo

Todos nós temos momentos

Futuristas, como quando,

Por exemplo, tropeçamos numa pedra[1]

«Joker

 

Há filosofias de vida que

Se alguém as praticasse, de facto,

Não se atreveria a dizê-las

Por exemplo,

«mata o desejo

«mata até o desejo de viver

Matar o desejo é morrer

Não desejar é morrer

 

A questão é que a flor não tem o problema do humano

Da ilusão do ?

É livre, porque Deseja com Deus

«Vontade divina

(e olha o que acontece com as flores que se submetem)

Matar o desejo é morrer

Até no céu os santos desejam

Desejam por nós

Rezam por nós

Pedem por nós

Por favor não matem o desejo

«”A natureza é perfeita,

Encontre a sua”

https://www.youtube.com/watch?v=aOpO7vetILI

 

Eu sou de caderno empunhado

Liberdade?

Uma caneta

 

«A liberdade é uma caneta

 

É impossível ensinar Platão

Sem sentir as dores platónicas

Porquê que a filosofia de hoje não funciona?

Porque nos tornamos debitadores intelectuais

Platão percebe-se na penumbra

Na desgraça do ser

À procura da luz

«Parto

 

E perceber que ser Platão é aceitar não ser platão nem um livro de ditames

https://youtu.be/LXXQLa-5n5w

[1] Fernando Pessoa

 

Mar.

Estou de volta.

Sou uma adolescente de pernas grandes

Com filhos na barriga

Cresci

Mas sobretudo cresci por causa do meu coração

«E até o meu coração ficou enorme, mãe (Eugénio de Andrade, in Poema à Mãe)

 

Hoje, são outros filhos que me chamam

«gravidez

 

Será?

Sei lá

Sorrio em S

Os s’s sempre me revelaram

Segredos

«Aliteração

 

Amor

Um pássaro no escuro

Céu

Liberdade de amor

Liberdade de bater as asas

De bater voo

De começar o voo

«estou de volta

 

Amor

Pedido de casamento

2019, não tinha pedido tanto

«cura

Corpos nus no verão

Felicidade

Borboletas no escuro

 

Peitos fartos

E celulite

«vida

«adoro mulheres

 

Quem diria que sou hétero…

Amam-se corpos/ ama-se a alma antes dos corpos

Ama-se o vazio e o significado

Amam-se mulheres

A primeira forma de amar

«mulheres

 

Quem diria que te amo com tanto fulgor, Eduardo?

 

Branco brilhante no céu a esvoaçar

«gaivota

 

«Voraçar

Voo com a couraça

Com o coração

 

Gosto de beleza

Gosto de animais

E de sons animados numa chapa de fio

Gosto de corpos despidos

E de barrigas nuas

De brincos até aos pés

Gosto de ser mulher

E gosto de sorrir

E de como a música de mim me cala as vozes

E fala

Me cura

Nas notas da pauta

Do meu coração

(na transcrição às 9:40, 10/06/19)

 

Mar,

Renascimento

Azul plácido

Azul da Grécia

Vida

«de novo

 

Vitória?

Sorrir-me de novo

 

No reflexo e no chão da casa de banho

 

Sou como a Coco Chanel

a olhar um vestido

Quando olho para as escolas

 

«Dá-me azulejos e rosas, meu amor

Esta frase dizia-a há dois anos atrás

E escrevia

A minha casa é cheia de azulejos

E desde o dia em que o Eduardo chegou

Não paro de ver rosas

As profissões não se escolhem

(são como os amores

Os amores não se escolhem)

Os olhos gelatinam

Somos humanos de novo

«Fátima

Sapatos ao contrário parecem pássaros que voam

«unicórnios a ser

God is not a club

«Religion and associations

 

É preciso largar tudo

Entregar o seu ao universo

Guardar o que nos sobra

Escolha

Ser ou fazer?

Ser

#ElasDoAvesso

Autora: Márcia Aires Augusto

 

A escrita e a educação escolheram-me

O marketing não me escolheu

Eu escolhi-o

O jornalismo não me escolheu

Eu escolhi-o

Tudo o que escolho passa (voluntário)

 

O involuntário é o que há de mais real em mim

O que foi dado sem pedir nada

Sem escolher nada

Veio comigo e apresentou-se

Olá, vamos ser teus amigos para sempre

Nesta vida, pelo menos

Os três E´s

Escrita, Educação, Eduardo

«Bússola

 

Tudo o que me escolhe fica

Como um amor

E o Eduardo

A entrar na minha casa

«Explicação de Marketing

 

«Voltei

Não?

Eu

Mariana

30/05/19

Chega Mariana

Aperta “as traineiras do trabalho”

Suja-me a mochila

 

Sorri

 

Aprendi a gratidão num banco de autocarro

Mariana está feliz

Grita a plenos pulmões que trabalha na câmara

É ex-toxicodependente

Nota-se ser

“Já recebeste?”

“Já recebi!

Dia 20 na conta e dia 18 deste mês já deve lá estar… é domingo.”

 

“Há que tempo que já trabalho na função pública… ainda a minha irmã não era da função pública e eu já trabalhava no são João… antes de ter dado a cambalhota”

“antes da cambalhota” ri-se de cara rasgada e aberta a cigana…

Aprendi o amor na gente simples… na fonte do preconceito… em quem não leu livros, mas sabe… intuitivamente sabe que a vida passa a correr… li livros demais nesta vida… pensei demais… tudo demais… talvez a vida seja “demais” agora… em todos os sentidos… não tenho medo dos exageros da vida…. Que ela me mate e me coma toda… não é de agora que me sugiro, que a convido… não tenho sido o vaso que ela precisa… tenho sido demasiado ereta, demasiado masculina… tenho querido fecunda-la, sem saber que eu sou dela… que eu sou a puta dela… e se ela quiser, Que Venha. (na transcrição)

(continua ou reinventa-se; recomeça-se)

Aperta as “traineiras”, é ela Quem diz.

Suja-me a mochila.

 

Impressiona-me com os músculos definidos

De uma magreza insuportável, adivinhada, compreendida

Sentida nos olhos desta mulher

O corpo está despido de carne, mas os olhos não… os olhos têm vida e são carnudos no verde…

Que bela mulher…

 

Deus sabe o que lhe terá acontecido

Deus sabe a força que lhe habita

A força que a anima

Que a faz maior

Que a faz mulher

Deus sabe

E eu agora também…

eu com quem mariana trocou arquétipo na mente

a mim, só a mim

naquele banco de autocarro

a quem Mariana ensinou que tudo passa

tudo anda

mesmo que sobre ferros sujos

(estou num comboio… claro que estou num comboio (texto Quando Eu Fiz 27 Anos)

Faço 30…  vem vida, vem reviravolta

Claro que vem

Estou aberta

Nua como mariana

Só que com carne

Pronta para ser comida

Eterna relação sexual com a vida

Eu , ela e o mundo todo

Vamos juntos nesta orgia

Que o espetáculo comece (no momento da transcrição)

(continua)

Mariana… é assim que se chama

(tudo mudou…

Menos eu, a escrita, o tom de história do comboio… o meu masculino apareceu… acordou liberto para mim… nasceu E, nasceu Márcia e juntos uniram-se numa corda da vida trancada… chamada Yin and Yang… é inelutável… tudo é inelutável como este comboio… eu, E e a lição de Mariana que recebemos juntos… não estava sozinha naquele banco de autocarro… estávamos todos. Todos a ouviram… todos foram gratos como ela … todos a reconheceram… todos a recuperaram… à Heroína Mariana… que nos mostra, mostra que a vida anda… mesmo que sobre ferros sujos. Anda porque tem que andar.)

 

(continua)

 

É grata,

É assustadoramente grata

Absurdamente corajosa

Fala com uma cigana sem dentes

Que lhe sorri

O que fiz eu nos livros?

Na meditação?

Não me parece que Mariana medite

Mas talvez eu precisasse disso tudo para Ver

Saber o que ela sabe,  tão naturalmente

Talvez os livros

Talvez a ?

Talvez os livros sejam um caminho, a sabedoria

A Liberdade de saber

Está no me acontecer sem máscaras

Precisei dos livros

Para conhecer

a sabedoria na rua

talvez esteja a «procurar na superfície

o que só se encontra nas raízes»

Ancestralidade

Mapa da vida

Milagre do povo

Vida a acontecer

Bairro e vida nova

(faço preVISÕES na escrita)

Obrigada.

Parabéns, Mariana

Ensinaste-me o que 100 anos de Filosofia não me puderam mostrar

Milagre do povo

Encosto-me

Roço-me nas escarpas

Sinto o acre dos ?

Como ? com alegria e dos que choram

E me olham a sorrir

«Povo

 

#Fazer #QualidadeDoNaoFazerNada e #FazerTudoAoMesmoTempo

#SouComoUmPianista no teclado do meu computador (Agora, prévio à transcrição)

#Transcrição (ontem; 28/05/2019)

I

Às vezes, não importa fazer perfeito. importa fazer, calçar o salto alto e ir. calcar as silvas, saber onde se vai sem saber nada ao mesmo tempo. #Ir

tinha medo que este caminho não me desse inspiração ou ma tirasse. a inspiração veio do risco, do estar exposta, do fazer amor com o encoberto, de ficar nua face ao que não sei. escola do átrio é uma aprendizagem de ser para mim e que eu me lembre disso. é avançar sem ver. é salto de fé . o que há de mais belo que isso? #AvançarSemVer

II

O meu cansaço era necessário. falava comigo dizia -me não. dizia-me que era necessário alimentar outras bocas com outros sons e outras vozes. escrevo e o medo acaba. é tudo certo
de novo

#EscribirEsMiMedicina

Não respeito a coordenação. A língua não manda em mim. Pobres dos músicos que seguem sempre os mesmos acordes. Estou farta de regras e de Língua Portuguesa. A minha língua é o Português. Eu sou cantora da língua e do novo. A língua não é minha escrava, nem eu sou sua súbdita. A vantagem de uma aliteração. AI que bom não fazer sentido nenhum. #EuDEVolta #EuDeNovo #QueroLaSaberDoPerfeito

Agora #RelatoDoImproviso #RapperDaPoesia

Decisão de ombros ondulados

É no não saber que o milagre acontece. Como agora.

O que fazes? Não sei. Meramente fluo. O corpo sai, dança… o texto também… o texto como consequência que escorre enquanto danço com os ombros.

O que é a Vida? Constante Milagre a Ser.

Para quê pensar se sou este Milagre agora?

#SER

talvez a propósito:

#SouComoUmPianista

Sou como teclas que escrevo. Todo o meu corpo é um piano, pronto a submergir, a levar-me nas águas da vida… liquido amniótico da vida, enquanto danço. Renasço a cada momento como agora. Estou viva. Viva de novo. Suspiro, bato tambores, disléxica de novo… perder o controlo… ai que liberdade perder o controlo! Grito por dentro e quase que sinto as artérias a fazerem amor com a Terra sem a tocar.. quem precisa de toque, quando está viva … e eu que sou toda teclas agora?

#JuroQueVivo

 

Liberdade

I

“noto o voo pelo barulho das asas a bater atrás de mim.”

«Asas

II

“colocam-nos na frente da liberdade e dizem-nos “Escolhe”. Já não sabemos o que fazer
não sabemos ser livres. a liberdade é uma maluca, exige risco e será que estamos preparados para o risco?”

«Liberdade

III

“o papel, agora um telemóvel… sempre me salvara. do que eu não sei e do que eu não vejo.
tenho medo, ó céus como tenho medo. Sinto-me um Super Mario a querer dar o salto. heróica de mim. heroína de mim mesma.
sei lá eu o que quero dizer. aqui vou eu. aqui estou eu. de ouvido entupido. a ouvir mensagens que não ouço.”

 

#ElasDoAvesso

#JuroQueNãoSeiOQueEstouAFazer

#EQueGrandeLiberdadeNãoSaber

 

 

Diários do Avesso II (excertos)

I

“Pões a minha líbido a saltar com as tuas palavras, quando me dizes que me amas sem dizeres que me amas. A forma mais assertiva do amor, amar sem dizer
amo te‘s vazios e depois há as tuas mensagens
Assim. Dessa forma. Sem nada que as salve, sem ensaio prévio. Tu, sábio a ser. Só tu.”

II

“um leão que traz plantas na boca.”

III

“quero copos assim. ou talvez queira momentos assim. em que roo os lábios por um copo
talvez a vida seja isso.
um copo
talvez a vida seja isto. morder um copo nos lábios e sorrir com os olhos , tropeçar numa cadeira, perder a noção do espaço. talvez

a minha função é a arte”

«Copos Assim

III

“Não há força maior do que o amor neste mundo. As pessoas pensam que é o dinheiro, mas não é. Se as pessoas soubessem o poder do amor, apressavam-se a amar umas às outras. Não há energia tão forte como esta. O amor traz tudo , compra casas e dá filhos. (ou) O amor não compra porque, não faz relações de valor. O amor dá. O amor traz tudo. É por isso que sei que estou segura. Quando sou amor, posso tudo. Como agora. Venha vida (…) que o espetáculo comece”

«Vida

Há qualquer coisa nas minhas ancas que me comunica decisões.
«dança do ventre

IV

“o que é a Amazónia perto do que eu sinto? o que pode a Amazónia se eu posso amar e se eles cabem (couberem) no meu peito? o que pode a Amazónia se eu posso ir lá e levà-los no peito e no coração?”
«Amor e o Dinheiro

#ElasDoAvesso

#EnsaiosSemSaber

#Hips #InstagramStories

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Errata: espremem Texto "As minhas ancas falam entre si. Têm assuntos para tratar. Espremem a dor. Falam bonito Escorrem-se em mim Escorrem-me Dizem-me que está tudo bem #Dança #ElasDoAvesso' Texto @http://elasdoavesso.com #DeixaQueimar #EmanciparAAlma pela dor e pela coragem de #serEu mesmo que em ancas. Tenho medo de publicar este vídeo e, mesmo assim, publico-o. Quero muito unir a experiência que dá corpo ao texto, com o texto e a voz . Não sei por onde vou, mas preciso de experimentar estradas. Pode não ser a "certa", mas é uma estrada a ser percorrida Medo. Calou-me tantas vezes. Diz-me que não posso. O que vão dizer? O que o teu namorado vai dizer? E os alunos? Não podes. Tenho medo. Mas faço. Estou farta de viver amordaçada. #Ancas. As ancas fazem parte disso. As ancas falam o que eu não consigo dizer. Encontrei na dança o meu segundo modo de expressão. Segundo, porque o primeiro é a palavra. Mas depois de tudo, calo-a. A anca fala o que eu não digo. #ProcessoCriativo #Hips #Liberation #SacredFeminine #BreakTheOldPatterns #BreakTheIce #Be #BeYou #beyoutiful #medo mas o #Amor #venceu #love #creative #woman #freed #bpdy #healMySelfThoughMyBody

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