Até quando, Filho de Deus?

Criámos produtivos ao invés de seres humanos. Quanto menos produtiva sou, mais producente me apaixono. Criar a partir do centro que se chama coração. Chega de fórmulas, chega de divisões. Chega de melhores, de doutores e de engenheiros, porque isso só dividiu o Homem. O Mundo e feito e parece imortalizar-se nos feitos que vêm do uno, do que não deseja para si mesmo, mas antes cria a favor e serve o todo que está consigo mesmo. Sem o Todo eu nada seria. Eu só posso existir se eu considero que o Todo, que a humanidade toda existe dentro de mim. Se eu acho que ela vive separada de mim, serei transeunte. Poderei saber que estou a sonhar, mas em nenhum momento terei a síntese do Uno, a síntese do Amor. Sem vocês, eu nada seria. Precisamente porque não há eu e vocês, há Um. Há um interesse Único que favorece a Todos. Enquanto não me enamoro Dele, nada crio, porque nada sou, porque apenas produtiva. Vamos deixar as produções de lado e aclamar o querido Deus vivo que está em todos, que e o Mesmo em todos. Sem vocês eu nada seria. Então, porquê? Porquê continuarmos separados, se podemos criar juntos? O Renascimento imortalizou-se, porque criado por homens que sabiam que não eram homens. Ninguém que acha que e homem dedica uma vida a pintar o sorriso correto, a fórmula certa que copia um modelo do que não existe. Ninguém pinta uma Capela Sistina se acha que é meramente homem, terra que a terra há de comer. Está na hora de revitalizar o espírito fúnebre, mas não morto que está dentro de nos. Está na hora de sermos UM. Está na hora. E quem não acompanhar o UM, certamente vai morrer antes que o mundo de facto acabe. Ele já acabou. Estamos nós dentro, a assumir que não. Ele espera por nós. Que despertemos e que deixemos a louca ideia da separação em paz. Foi engraçado, valeu a pena, talvez, para saber que nos amamos, para saber que sem o outro eu nada seria. mas já chega. Há um mundo depois deste, que já acabou, só nós ainda não vimos, a nossa espera. Ele espera para nos dar diamantes e flores nos olhos a que Ele chama Amor. Está na hora. Porque esperamos? Falhamos, mas ninguém nos puniu por isso. Ninguém a não ser nós mesmos que continuamos a achar que merecemos viver o inferno da separação. Acabou. Acabou a cura e acabou a doença, porque simplesmente o nada nunca existiu. Nunca houve separação, nunca houve nenhum mundo, nem haverá, enquanto não reconhecermos que o outro sou eu, eterna e acabada viagem do que nunca foi, porque repetida. Até quando. Até quando, Filho de Deus?

 

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