“A Terra é uma Mulher e o meu Útero, o Universo”

(Está na hora de “a gente com jeito reconciliar”)

Céu e Terra, masculino e feminino. Separar não é direito. Se o caminho é unidade, os opostos devem unir-se. Se a própria Terra não aniquilou nenhum, quem sou eu para dizer que é errado o feminino e o masculino, a unidade dos opostos que geram, os ciclos do corpo? Quem? Sonho ou não, há uma ordem que gere. O desejo foi de separar mas o sonho é de unidade. Aparentemente, pode haver separação, mas no éter está unido. Se a própria Terra gerou ciclos, e eles meramente te representam episódios de uma realidade que acontece a todo o momento fora do tempo – unidade e criação -, quem sou eu para aceitar suprimir uma parte de mim com o objetivo de me tornar Iluminada?

“Tinha grande chance de não nascer com útero”, tinha grande chance de, ilusão ou não, não nascermos com energias de sexualidade e criação, que se renovam todos os meses. Quem se atreve, que Deus é esse que eu não conheço, que diz que energias de criação são erradas e só servem para quando se fazem bebés? “Porque os animais são assim, a natureza só une para gerar.” Os animais também matam e eu não. Se a natureza calhou de ser mais delicada em mim – e mesmo sem “gerar bebés” , energias sexuais geram… realidades… impulsionam, criam conexões, mesmo que dentro de mim – já agora não há nada fora – , quem é o homem/estudioso/moralista para dizer que energias cíclicas de criação só servem a produção e devem ser caladas de modo a voltar à pureza original de uma criança? A própria criança, que é pura, nasce com ímpeto sexual e, quanto a mim, leiamos menos, sintamos mais. <3

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