A escola do “antigamente”- Se calhar, faz sentido deitar tudo abaixo

Uma coisa me chateia, quando me falam sobre os alunos de agora… Que não querem saber e lalala… A questão é… Nós queremos? Pergunto sempre aos meus pais como era a escola deles… A minha foi igual. A dos alunos de agora também. The truth is… Tenho 29 anos e eles já me dão uma coça a mexer no telemóvel. Há um que goza comigo, porque diz que pareço a mãe dele com o indicador no ecrã. Pois bem… Faz sentido continuar a ensinar como ensinamos? Se nós próprios não aguentamos muito tempo a olhar para um livro – não me venham com tangas, o professor também se cansa de ler -, que fará obrigar estas criaturas a passar o dia inteiro a olhar para um quadro branco (ok… O meu era de lousa). E não… O instrumento não é o pior. Não basta colocar tudo tecnológico… Há mais a fazer. Os conteúdos mantêm-se os mesmos, para além de não terem qualquer pingo de preocupação prática ou moral sobre como é que o aluno pode usar aquilo na vida. Na verdade, achamos mesmo que muita coisa que aprendem, ou a forma como é dada, é uma verdadeira perda de tempo.

Se calhar, menos conteúdo, mais qualidade e tempo na abordagem fazem sentido. Se calhar, ensinar português não é só saber de português, é ser ético e tornar o português útil para a vida do que está a a ser ensinado.

Se calhar, faz sentido ensinar falácias com base no discurso deles e nos desafios do dia a dia. Se calhar, faz sentido ensinar Gil Vicente repensando o papel do preconceito na formação social…. Se calhar, Platão falava muito mais de alma e intuição (que resolve o o problema do conhecimento e, sim, resolve Gettier) do que da alegoria da caverna. Sei lá…

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