Uma janela encoberta

Não há verdade. Há olhos para se ver. Há céu. E isso é independente do que acontece. Não há certo, há olhos para ver. Um corpo, a profundidade de uns olhos ou das repas que abrem uma testa. Há o fluxo de vida a ser. Um top e um corpo moreno coroado pelo cabelo roxo. Há vida. É a única coisa que existe. A incondicionalidade do amor, bicondicional da equivalência absoluta entre mim e Deus(1). Deus é uma criança encoberta, é uma janela no ferro do autocarro. É a inspiração onde não havia nada. Nunca houve e ainda assim há tudo, graças aos meus olhos. Antes escrevia mas não sabia. Demorei três anos a saber o que escrevia. Escrever é imediato, é verdade oferecida. Não há porque não confiar.

Está tudo “mal” (2) e está tudo perfeito neste autocarro onde tudo cheira mal e se fala de Goucha.

(1) Em Filosofia – Lógica -, dizemos que “chove se e só se cai água das nuvens”. Quer dizer que, se invertermos, a condicionalidade é a mesma, por isso “bicondicional”. Ora, se digo “cai água das nuvens se e só se chove” é igual a dizer a primeira. Ou “a camisola fica molhada se e só se se molha” é igual a dizer “a camisola molha-se se e só se fica molhada”. Estamos a usar enunciados óbvios para representar o bicondicional equivalente de Deus, eu sou (amor) se e só se estou em Deus = Eu estou em Deus se e só se sou (amor). E esse é incondicional, independentemente da situação, desde que eu esteja (se e só se) identificada com a Fonte, que para mim é Deus (Amor, Criador do Universo, Criação…)

(2) para o eu-indivíduo

#ElasDoAvesso

#MadreFilosofia

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